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PROSA E POESIA


NÓS SOMOS JOVENS! JOVENS!
“Depois do largo do Pechincha, saltar na Padaria Dora, esquina da av. Geremário Dantas com rua Edgard Werneck. Seguir até a vila, na rua Arthur de Sá.” A orientação do endereço estava escrito assim no papel, que eu li pra mãe. Saltamos na Padaria Dora, toda pintada de azul, e andamos bastante até chegar à pequena vila, com três casinhas alinhadas pelas varandas estreitas com mureta baixa – num passo alto a gente poderia passar de uma pra outra. A casa do meio estava vazia, e

Pablo das Oliveiras
1 de jun.3 min de leitura


DORMENTES DE TREM FORA DOS TRILHOS
O caminhão da mudança encostou na entrada da vila e o desfile de móveis, traste e contraste passou lento e pesado até a casa, ao final da avenida. Por fim, a água fresca, uma recompensa oferecida pelos vizinhos. Minha obrigação de menino era explorar o quintal, um pedaço do terreno murado; do outro lado, a linha do trem, num rabicho fora de uso depois da estação terminal de Belford Roxo. As poucas árvores do quintal eram senhoras agarradas ao barro vermelho, revolvido de dent

Pablo das Oliveiras
13 de mai.2 min de leitura


QUINTAL ANCESTRAL
Ando feito um gato pela casa, sem esbarrar nas caixas à espera da mudança. Pela casa, as etiquetas confrontam minha atenção: LOUÇAS E VIDROS... OBJETOS DA COZINHA... DISCOS DE VINIL... CUIDADO LIVROS! O aconchego da casa cedeu ao depósito funcional, onde ponho e sobreponho os DESOBJETOS e outras peças do atelier, abrigados pelo plástico bolha, e que assim permanecerão ao dispor do próximo porto e aconchegos. Ah! essa cadeira... meus acentos ancestrais: RECIFE – DUAS BARRAS –

Pablo das Oliveiras
9 de abr.4 min de leitura


O PINGO D'ÁGUA
“Já morei em tanta casa que nem me lembro mais”... o “cara” levantou os braços e fez coro com a música no rádio. Rodeado de caixas, cantava e sorria, lembrando as tantas casas em morou. Continuou vasculhando armários, gavetas, tirando a poeira do tempo, embalando o que era necessário levar na mudança... de repente, surpresa e emoção... Uai!! Meu Álbum da Copa de 1970... Caramba! Ano da mudança pro Jardim Redentor... O bairro ficava na Baixada Fluminense, distante de tudo. A e

Pablo das Oliveiras
3 de mar.3 min de leitura


UMA ALDEIA INDÍGENA NA CIDADE
De lá pra cá... daqui pra onde? Conto Final Que legal, olha isso… Meu Diário de 2022. Hum… fotos e mensagens daquele passeio. Eu nem lembrava mais. Engraçado, eu assinava Bebel e também Maria Isabel... O Kevin só assinou “MC Kevin”, foi a primeira vez que ele dizia que queria ser MC… naquela época, ele já sonhava com música e poesia. O Kevin sempre foi inteligente… e lindo também. Caramba, como eu era boba, nem percebi que era a primeira vez que eu e ele já gostávamos de fica

Pablo das Oliveiras
26 de jan.3 min de leitura


E O PASSEIO? VAI OU NÃO VAI?
De lá pra cá... Daqui pra onde? Conto 7 Dalva Ô de casa!... boa noite Joana! pensei que não fosse dar tempo de chegar… Joana Ainda não chegou ninguém. Dalva senta aqui e me diz, tu vai deixar de botar a barraca na praia e faturar no domingo, pra fazer passeio com criança? Dalva Ó… quer saber? Pensa comigo, esse passeio pode ser um teste... conforme for, pode virar um serviço de lazer e renda? Esse passeio vai ser bom pra crianças e pra nós também… Joana Comadre vê longe e não

Pablo das Oliveiras
2 de jan.3 min de leitura


A INTERFACE ENTRE POLÍTICA E CULTURA NAS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE
Este livro traz um estudo sobre as Comunidades Eclesiais de Base que emergiram no contexto latino-americano a partir dos princípios elaborados pela Teologia da Libertação. O livro nos possibilita um olhar mais alargado sobre um momento específico desse processo, quando o discurso das Comunidades Eclesiais de Base se desloca e passa a dar mais atenção a outros aspectos do cotidiano daquelas populações, particularmente das expressões culturais. A partir da análise da trajetória

Silvia da Costa
6 de dez. de 20251 min de leitura


SERÁ QUE SOU INDÍGENA?
De lá pra cá... daqui pra onde? Conto 6: Todo mundo chama meu pai de Bira, mas o nome dele é Ubiratã… E o Kevin descobriu uma coisa incrível… – Pai, eu quero te contar uma coisa… – Conta pro pai! O que é?... – Promete que não vai ficar bravo comigo?… – Ihh, quando começa assim, é por que vem coisa… desembucha. – Sabia que seu nome: U bi ra tã… significa “árvore de madeira muito forte”?... É nome indígena da língua tupi… – E de onde você tirou isso, Bebel? – Na internet pai. S

Pablo das Oliveiras
4 de nov. de 20252 min de leitura


CONTRA A CORRENTE
O intelectual e militante comunista Sergio Granja, nos 25 artigos de seu livro Contra a corrente, aprofunda diversas questões teóricas e práticas atualíssimas, e para tanto, compõe um amplo painel com diversos pensadores comunistas, mas não só. Um livro instigante, em que o autor não se furta a opinar sobre assuntos que estão na ordem do dia. Diria que se trata de uma obra que chama você à discussão política e ao agir, vale dizer, àquilo que mais se faz necessário nesses temp

Zé da Lata
4 de nov. de 20251 min de leitura


JACAREPAGUÁ: UM SERTÃO DE MEMÓRIAS
Um livro inédito sobre a história da região que conta com a colaboração de mais de 20 autores: jornalistas, historiadores, geógrafos, pesquisadores e instituições culturais. O livro uma obra inédita que resgata e celebra a trajetória da Baixada de Jacarepaguá como patrimônio histórico, cultural e afetivo da cidade do Rio de Janeiro. Mais do que um livro, trata-se de um marco para o território, uma afirmação identitária e coletiva, fruto de um processo construído com muitos sa

JAAJ
4 de nov. de 20251 min de leitura


MISTURA DE GENTE
De lá pra cá... Daqui pra onde? Conto 5 - Kevin, lembra que eu te contei... que meu pai disse, de repente, “minha vó indígena” e depois ficou mudo... - Hã... e daí? - Eu fiquei pensando… Vó Dulce é preta… meu Vô Toninho é branco… mãe não é da cor da Vó Dulce nem da cor do Vô Toninho… e se meu pai for indígena, eu sou o quê?… - Não sei... nunca pensei nisso… - Isso não sai da minha cabeça... Na minha família tem gente preta e gente branca, que está sempre junta. Mas, se minha

Pablo das Oliveiras
27 de set. de 20253 min de leitura


O SONHO DE UBIRATÃ
Fábula: de lá pra cá... Daqui pra onde? Conto 4 - Bira, que bom que você chegou cedo… como foi na entrevista pro novo trabalho? - Joana pode tirar a marmita do armário, que amanhã eu começo a trabalhar… - Deus ouviu minhas preces! Oxalá te abençoe nesse novo emprego… - Vai se banhar, daqui a pouco, vou servir a janta… - Léo... Pai disse que amanhã começa no trabalho novo… - Coisa boa, hein pai?! Onde vai ser? - Dessa vez, num clube de esportes… onde vão construir umas pontes,

Pablo das Oliveiras
2 de set. de 20252 min de leitura
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