REVOLUÇÃO PRAIEIRA
- Rodrigo Hemerly

- 2 de jan.
- 2 min de leitura
Província de Pernambuco, 1848 - 1850
O artigo da coluna Fatos e Personalidades da Nossa História do mês de dezembro de 2025, do Jornal Abaixo-Assinado de Jacarepaguá e das Vargens, versa sobre a Revolução Praieira, e tem como objetivo básico esclarecer a população carioca sobre este importante assunto.
A província de Pernambuco era controlada politicamente pelo Partido Conservador (sob o domínio da família Rego-Barros) e o Partido Liberal (sob o controle da família Cavalcanti). No ano de 1842, ocorreu uma dissidência do Partido Liberal, que recebeu o nome de Partido Nacional de Pernambuco (Partido Liberal de Pernambuco e Partido da Praia). Cabe ressaltar que, no ano de 1845, esta dissidência assumiu o comando político da Província de Pernambuco, e Antônio Pinto Chichorro da Gama foi indicado ao cargo de presidente dessa província.
O Partido Nacional de Pernambuco implantou um governo caracterizado pela hostilidade aos seus adversários políticos (basicamente a classe dominante pernambucana), e paralelamente a isto cabe lembrar que a Província de Pernambuco estava agitada do ponto de vista político em virtude de uma série de problemas sociais.

Diante deste cenário, a Coroa brasileira resolveu optar pelo afastamento do Partido Nacional de Pernambuco do comando político da província em questão, subst ituindo Antônio Pinto Chichorro da Gama por Vicente Pires da Mota (Partido Liberal) no cargo de presidente da Província de Pernambuco.
A instabilidade política permaneceu na província, e a situação chegou ao ápice quando a Coroa brasileira nomeou Herculano Ferreira Pena (Partido Conservador) para o cargo de presidente da Província de Pernambuco, o que, consequentemente, não foi aceito, pois os simpatizantes do Partido Nacional de Pernambuco protagonizaram uma rebelião (Revolução Praieira), que eclodiu em 1848. Os líderes desse movimento rebelde foram os seguintes: capitão Pedro Ivo Veloso Silveira e o jornalista Antônio Borges da Fonseca.
Os objetivos mais importantes dessa revolta foram expostos por meio de um manifesto, conhecido como Manifesto ao Mundo (que se tornou público em 1849), no qual os revoltosos se posicionaram a favor da extinção do Poder Moderador, implantação do voto universal e comércio varejista exclusivo aos brasileiros. Esta revolta foi aniquilada pelas tropas legalistas, e os envolvidos foram anistiados em 1852.





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