MELHORIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA EM JACAREPAGUÁ
- Sidney Teixeira Jr

- há 2 horas
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Boas Promessas, mas Necessidade de Vigilância
Na cidade do Rio de Janeiro, a Baixada de Jacarepaguá é uma das últimas fronteiras para a melhoria da cobertura da Saúde da Família. Mesmo que tenha tido notórios avanços na sua implantação em toda a cidade, ainda existe uma extensa área de população descoberta da Saúde da Família na Baixada de Jacarepaguá (ou Zona Sudoeste, ou Área Programática 4.0). E, em muitos casos, a parte que está coberta ainda sofre com a desproporção entre o número de pessoas cadastradas para cada equipe de Saúde da Família (médico, enfermeiro, técnico e alguns agentes comunitários de saúde), conforme levantamento do Jornal O Globo do ano passado. Com essa compreensão, a Prefeitura do Rio de Janeiro tem feito inaugurações de unidades de saúde e comemorado o início de obras nessa região.
A Associação de Moradores e Amigos da Freguesia (AMAF), da qual sou associado voluntário, há muito tempo reivindica uma Clínica da Família para atender esse bairro com mais de 70 mil pessoas (e talvez uma clínica não seria o suficiente para alcançar a totalidade). Sobretudo para a população mais vulnerável, a da rua Tirol, totalmente descoberta da Saúde da Família. Atualmente, para se conseguir algum atendimento de atenção Melhoria da Saúde da Família em Jacarepaguá: boas promessas, mas necessidade de vigilância primária, o morador tem de andar mais de uma hora (mesmo sem problema motor de locomoção) para chegar ao Centro Municipal de Saúde Jorge Saldanha Bandeira de Mello, localizado no Tanque. Já foram emitidos diversos ofícios pela Associação para a Secretaria Municipal de Saúde, Subprefeitura de Jacarepaguá e outros órgãos solicitando-se a implantação de uma Clínica da Família, inclusive com sugestão de terrenos de propriedade municipal. Para a alegria dos moradores, durante o debate eleitoral da TV Globo, o prefeito Eduardo Paes prometeu que atenderá o pedido e construirá uma clínica na Freguesia. Além dela, também prometeu para a região: Recreio e Taquara. Por enquanto, há referências de obras na praça Waldir Vieira (Taquara) e na estrada do Camorim (Camorim), com financiamento federal (Programa de Aceleração do Crescimento).

Ainda assim, continuaria o problema do excesso de pessoas vinculadas a cada equipe de saúde da família! É importante resgatar a luta dos médicos de família, por meio do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro — do qual também faço parte atualmente —, empreendida durante o ano de 2025, questionando a sobrecarga laboral à qual os médicos são submetidos, denunciando dentre vários problemas a quantidade de pacientes para cada equipe e cada médico. O Ministério da Saúde, desde 2024, determina que, para cidades do porte populacional do Rio de Janeiro, as equipes precisam ter como parâmetro o número de 3 mil pacientes por equipe, porém são frequentes os relatos por profissionais de equipes superlotadas, com mais de 4 mil ou 5 mil pessoas, sobretudo no subúrbio, como em Jacarepaguá. É impossível ofertar cuidado de qualidade com a submissão do profissional a uma grande carga, dificultando o trabalho preventivo. Quando o subsecretário de atenção primária Renato Cony foi para Jacarepaguá durante a audiência pública do Plano Estratégico 2025-2028, reconheceu esse eminente problema, informando que se investirá na melhoria da cobertura em toda a cidade, inclusive com previsão de maior enfoque na Área Programática 4.0 (que é a da Baixada de Jacarepaguá). Se se observar o Projeto de Lei do Plano Plurianual 2026-2029, de fato essa área é a que teria maior crescimento, com a meta de chegar a 1.650 equipes de saúde da família nos próximos quatro anos em toda a cidade (um aumento de pouco mais de 270 equipes, segundo o panorama atual que consta no site da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, que aponta 1378 equipes de saúde da família, até o fechamento deste texto).
Sabemos que promessas e peças orçamentárias infelizmente não são sempre cumpridas. Por isso, dar ciência aos cidadãos e eleitores é um importante passo para qualquer luta comunitária. Fiscalizemos e cobremos!





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