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VOCÊ REALMENTE CONHECE A HISTÓRIA DE JACAREPAGUÁ?

Foto do escritor: Val Costa
Val Costa
há 1 hora
2 min de leitura

No próximo dia 9 de setembro, Jacarepaguá comemorará 432 anos. Os primeiros registros escritos sobre a história da região estão ligados à invasão francesa ao Rio de Janeiro. Em 1º de março de 1565, o sobrinho do governador-geral Mem de Sá (1504-1572), Estácio de Sá (1520-1567), “lançou os fundamentos” de uma povoação que recebeu o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro. A cidade foi criada com o objetivo de consolidar a presença lusitana na Guanabara, servindo como base para os contra-ataques portugueses. Em uma das investidas francesas, Estácio de Sá foi ferido por uma flechada no rosto, morrendo pouco tempo depois.


Mem de Sá, após expulsar os franceses e antes de retornar para Salvador, então capital da colônia portuguesa, decidiu nomear seu outro sobrinho, Salvador Correia de Sá (1547-1631), governador do Rio de Janeiro. Em 1567, Salvador Correia de Sá doou sesmarias na região da Baixada de Jacarepaguá a dois portugueses que combateram os franceses: Jerônimo Fernandes e Julião Rangel de Macedo. Entretanto, passados 27 anos, esses portugueses não haviam desenvolvido nenhuma atividade econômica nessas terras. Por esse motivo, os filhos de Salvador Correia de Sá — Gonçalo Correia de Sá e Martim Correia de Sá — fizeram uma petição ao pai com o objetivo de obter a concessão dessa área. A carta de sesmaria que Salvador usou para doar as terras foi emitida no dia 9 de setembro de 1594 pelo tabelião da cidade.


A história de Jacarepaguá é frequentemente alvo de mitos e desinformações replicados em redes sociais. Pesquisadores do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA) atuam constantemente para desmistificar esses boatos sobre o passado colonial e imperial da região. Veja abaixo alguns mitos e verdades históricas sobre Jacarepaguá:


  1. Mentira: O bairro do Tanque abrigava as lavanderias da Corte Imperial.

    Verdade: A Corte Imperial residia no Paço de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista). Não faria nenhum sentido logístico transportar toneladas de roupas por caminhos precários e perigosos até o chamado "Sertão Carioca" apenas para lavagem. O nome do bairro originou-se em 1875, devido a um grande reservatório de água instalado para abastecer os cavalos e muares que puxavam os bondes e carroças da região.



  2. Mentira: Uma lenda local afirma que o primeiro registro de alforria de uma pessoa escravizada no Brasil Colonial ocorreu em 1661, no topo da Pedra do Galo, onde posteriormente seria construída a Igreja de Nossa Senhora da Penna.

    Verdade: Registros formais de alforria já ocorriam regularmente em cartórios e testamentos por todo o território colonial desde o século XVI, muito antes da construção da ermida no topo do penhasco.


  3. Mentira: A Vila Valqueire chamava-se, originalmente, de Vila de "V alqueires".

    Verdade: Em meados do século XVIII, o dono das terras onde hoje está o bairro da Vila Valqueire era Antônio Fernandes Valqueire. Naquela época, os moradores do local se referiam ao povoado como sendo a "Vila do Valqueire”.



  4. Mentira: O bairro da Praça Seca tem esse nome em decorrência da constante falta d’água na região.

    Verdade: O nome original da localidade era Largo do Visconde de Asseca, que homenageava Martim Correia de Sá (1698 - 1777), o 4º Visconde de Asseca.



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