PRIMEIRO KWANZAA DO RIO DE JANEIRO
- Magnun Alves

- 26 de jan.
- 2 min de leitura
No dia 28 de dezembro de 2025, Nilópolis foi palco da realização do Primeiro Kwanzaa do Estado do Rio de Janeiro. A celebração reuniu diversos grupos, coletivos culturais e amigos ligados às raízes africanas, marcando um momento histórico de valorização da identidade afrodiaspórica na região.
O Kwanzaa é uma celebração cultural africana, de caráter educativo e comunitário, que valoriza princípios civilizatórios africanos. Criado como uma prática cultural não religiosa, propõe reflexões profundas sobre identidade, ancestralidade e coletividade, fortalecendo vínculos comunitários e reafirmando valores afrodiaspóricos.
A celebração ocorre ao longo de sete dias, iniciando-se em 26 de dezembro e encerrando-se em 1o de janeiro. Seu principal objetivo é fortalecer os laços da comunidade negra e valorizar os princípios e valores da herança africana.
Para facilitar a compreensão do público, o Kwanzaa pode ser comparado, em termos culturais, às celebrações de Natal e Ano-Novo no Brasil, por marcar um período simbólico de encerramento e renovação. Assim como essas datas mobilizam famílias e comunidades no decorrer de vários dias, o Kwanzaa se desenvolve ao longo de sete dias, com o acendimento de uma vela por dia, cada uma dedicada à reflexão de um dos sete princípios que orientam a celebração.

Os símbolos do Kwanzaa
Durante o Kwanzaa, são apresentados sete símbolos principais, cada um com um significado específico:
Mkeka (esteira): representa a base das tradições africanas e da história, servindo de suporte para todos os demais símbolos.
Mazao (frutas e vegetais): simbolizam as colheitas africanas e expressam respeito pelas pessoas que trabalharam no cultivo da terra.
Kinara (candelabro): representa a ancestralidade africana e abriga sete velas, uma para cada princípio do Kwanzaa.
Mishumaa (velas): são sete velas nas cores preta, vermelha e verde, cada uma associada a um dos sete princípios, conhecidos como Nguzo Saba. A vela preta, posicionada ao centro, simboliza o povo africano; as vermelhas representam o sangue derramado na luta pela libertação; e as verdes simbolizam a esperança e o futuro da libertação negra.
Muhindi (milho): representa as crianças africanas e a promessa de futuro. Tradicionalmente, um sabugo de milho é colocado para cada criança da família ou, simbolicamente, para a comunidade de famílias sem filhos.
Kikombe cha Umoja (taça da união): simboliza o primeiro princípio do Kwanzaa, a Umoja (união). É utilizada na libação — o derramamento de água, suco ou vinho — em homenagem aos ancestrais.
Zawadi (presentes): representam o trabalho dos pais e a valorização do esforço das crianças. Devem ser educativos e, preferencialmente, incluir ao menos um item que simbolize a herança africana, como livros, obras de arte ou brinquedos simbólicos.
Todos esses símbolos são dispostos sobre o Mkeka durante a celebração e conduzem à reflexão diária sobre os sete princípios do Kwanzaa.
(Nguzo Saba): Umoja (união), Kujichagulia (autodeterminação), Ujima (trabalho coletivo e responsabilidade), Ujamaa (economia cooperativa), Nia (propósito), Kuumba (criatividade) e Imani (fé).






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