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MULHERES ENCAPETADAS, UM PROCESSO HISTÓRICO DE AGRESSÃO

  • Foto do escritor: Juçara Braga
    Juçara Braga
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

De onde vem tanta violência contra as mulheres?


A secular história de demonização da mulher tratada na edição anterior precisa ser confrontada com a posição da mulher no mundo contemporâneo. Se, na Idade Média, mulheres eram queimadas em fogueiras porque seus saberes precisavam ser esmagados pela classe dominante, hoje, nessa sociedade que se diz moderna, mulheres são, cotidianamente, ultrajadas, vilipendiadas, estupradas e mortas por homens que se consideram seus proprietários.


Em artigo publicado no jornal Brasil de Fato, a analista comportamental Bia Santa Maria trata da ancestralidade feminina e lança luz sobre a violência que se abateu sobre as mulheres no processo de colonização do Brasil. Diz ela:

"A miscigenação que construiu esta Nação aconteceu, em grande parte, por meio da violência do colonizador sobre o corpo feminino – corpos indígenas, corpos africanos, corpos de mulheres que não puderam escolher."

As estatísticas brasileiras contemporâneas mostram que essa violência persiste entranhada na sociedade brasileira. Os números estão nas manchetes diárias dos veículos de comunicação e vão do estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana ao assassinato de uma jovem de 22 anos no Ceará, na porta da Faculdade, passando pela masturbação de um homem, dentro de um ônibus, no Rio, forçando a interação com uma menina de 14 anos que entrou em pânico.


Que homens são esses? Quem são suas mães, suas irmãs, suas tias, seus pais? Quais são suas referências femininas e masculinas? Em que realidade paralela vivem esses agressores? Não se trata aqui de buscar culpas, mas de entender que ambiente forma esses homens violentos e totalmente desprovidos de respeito pelo universo feminino.


Vivemos uma epidemia de violência contra a mulher. O feminicídio virou crime corriqueiro, acontece toda hora. A sociedade brasileira precisa levar o debate sobre essa questão para os lares, as escolas, os ambientes culturais, esportivos, para as ruas, ou seja, para todos os cantos. Como está não dá pra continuar.

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