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QUE PAÍS É ESSE?

Atualizado: 22 de ago. de 2021

Atlas da Violência 2018, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, revela o tamanho da violência no Brasil. O perfil da vítima de homicídio no país é majoritariamente jovem, homem, negro e de baixa escolaridade. São números absurdos e alarmantes.
  1. Em 2016, foram registrados no país 62.517 homicídios, o que equivale a 30,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, um número 30 vezes maior que o da Europa, por exemplo.

  2. Nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam a vida, vítimas de violência no Brasil, o equivalente a 153 mortes por dia.

  3. A taxa de jovens por 100 mil habitantes é de 65,5, com 33.590 assassinados em 2016, aumento de 7,4% em relação a 2015.

  4. Como retrato da desigualdade racial no país, o estudo mostra que, por ano, 71,5% das pessoas assassinadas são negras.

  5. No total, 324.967 mil jovens, entre 15 e 29 anos, foram vítimas de homicídio em 10 anos, ou seja, uma média de 90 jovens assassinatos por dia.

Os números da violência no Rio de Janeiro: 17 mortes por dia


O Rio de Janeiro registrou, de 2006 a 2016, 62.136 homicídios — o equivalente a 17 mortes por dia. Em comparação com outras unidades federativas, o estado aparece como o 13º mais violento, levando-se em consideração as taxas por 100 mil habitantes.

  1. Em 2016, foram registrados 6.053 homicídios, o maior número desde 2007.

  2. O número de mortes registradas “em confronto com a polícia”, antes chamadas de “autos de resistência”, em 2016, foram 538 mortes deste tipo, o maior número contabilizado nos últimos dez anos. Na comparação de 2016 com 2015, houve um crescimento de 52%.

  3. Alarmantes são os homicídios de jovens com idade entre 15 e 29 anos: de 2006 a 2016, foram mortos 33.354 pessoas. A taxa de homicídio foi de 87,7 por 100 mil habitantes, acima da média nacional, de 65,5/100 mil habitantes nesta faixa etária.

Uma situação dramática que requer reflexões sobre o papel do Estado no sentido de garantir a segurança pública enquanto direito fundamental do cidadão. Não podemos mais perder nossos jovens nessa guerra insana que afeta o futuro do país e trazem danos irreparáveis as famílias.

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