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DOCUMENTÁRIO SOBRE O PARQUE ESTADUAL DA PEDRA BRANCA ESTÁ DISPONÍVEL NO YOUTUBE

  • Foto do escritor: Felipe Lucena
    Felipe Lucena
  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

A produção da 4ever TV conta a História da Maior Floresta Urbana do Mundo


"A Grande Floresta Urbana ", documentário produzido pela 4ever TV, está disponível para ser assistido gratuitamente no YouTube. O filme mostra detalhes do Parque Estadual da Pedra Branca. A direção é de Kaio Sagazi. O jornalista Felipe Lucena foi o responsável pelo roteiro, reportagem e apresentação.


A obra pode ser vista neste link:


O Parque Estadual da Pedra Branca tem 12.500 hectares. O Pico da Pedra Branca, local mais alto e centro geodésico da cidade do Rio, fica no local. Além disso, a floresta tem vasta variedade de fauna, flora e três comunidades quilombolas. Essas e outras informações estão em destaque no filme.


"No geral, as pessoas não sabem da grandeza do Parque Estadual da Pedra Branca. Inclusive, muita gente acredita que a Floresta da Tijuca é maior. A Pedra Branca, a maior floresta urbana do mundo, é três vezes maior que a da Tijuca e merecia uma produção que mostrasse a sua importância", disse Felipe Lucena.

Para o diretor Kaio Sagazi, o filme vai ter um papel fundamental para a valorização da natureza na cidade do Rio de Janeiro:

" As regiões que estão perto das partes não degradadas do Parque, como áreas do Camorim, Vargens, Taquara, por exemplo, são menos quentes, sofrem menos com as fortes chuvas. A Pedra Branca é um exemplo dessa vocação verde, natural, do Rio de Janeiro. Muitas vezes não damos o devido valor a isso. Portanto, divulgar e exaltar locais como esse Parque é fundamental" .

O filme teve uma pré-estreia em outubro de 2025, na festa de 400 anos da Igreja São Gonçalo do Amarante, no bairro do Camorim. No último dia 30/12 foi disponibilizado no canal da 4ever TV, no YouTube.


A ideia da equipe é fazer outros lançamentos: " Vamos exibir o filme em alguns locais, principalmente nos bairros que são cortados pelo Parque, e promover debates sobre meio ambiente e o peso de ter uma floresta urbana no meio de uma cidade como o Rio de Janeiro ", explica Carol Farias, gerente de conteúdo do grupo 4ever.

Violência coloca o Parque em Risco


O filme cita, de forma rápida, que grupos criminosos invadem o Parque Estadual da Pedra Branca. Uma reportagem do Jornal Abaixo Assinado de Jacarepaguá, que pode ser lida abaixo, detalha melhor esse tema.


Há bastante tempo, milicianos invadem a mata para construir, ilegalmente, condomínios e roubar argila e areia. Contudo, nos últimos anos, o inimigo passou a ser outro: traficantes da facção Comando Vermelho (CV) estão utilizando as áreas verdes como rotas de deslocamento, além de dominarem comunidades e bairros vizinhos.


O Parque Estadual da Pedra Branca tem três sedes oficiais: Pau da Fome (Taquara), Camorim (Camorim) e Piraquara (Realengo). Além disso, são muitas entradas que passam por comunidades vizinhas à mata. o maciço circunda 17 bairros.


São eles: Jacarepaguá, Taquara, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes, Grumari, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Jardim Sulacap, Realengo, Santíssimo, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Guaratiba e Barra de Guaratiba. Alguns mapas, porém, incluem ainda Barra e Curicica, somando, então, 19 bairros.



Ao todo, 10% (ou 16% se as áreas de amortecimento forem consideradas) do território da cidade do Rio está localizado no Parque Estadual da Pedra Branca.


Contudo, nos últimos cinco anos, justamente no período que coincide com o avanço do CV ao chamado ”Cinturão de Jacarepaguá” e outras partes das zonas Sudoeste e Oeste, o Parque da Pedra Branca passou a ser ocupado ilegalmente por outro grupo criminoso que disputa o território fluminense com as milícias: os traficantes de drogas.


Segundo uma fonte anônima do Jornal Abaixo Assinado de Jacarepaguá (JAAJ), a movimentação do Comando Vermelho no parque se iniciou pelo Morro do Mato Alto (Praça Seca); Serra do Engenho Velho (Jardim Sulacap), que abrange a Favela da Chacrinha (Praça Seca); e Favela do Piolho, no Morro do Jordão (Taquara).


A partir dessa entrada, os traficantes do CV passaram a transitar pelo Parque Estadual da Pedra Branca através de trilhas, entrando e saindo de comunidades e bairros que permeiam

a maior floresta urbana do mundo.


"Do outro lado da Estrada do Catonho, próximo ao Aqueduto do Catonho, tem a favela do Pica Pau [Cordovil], no Vale dos Teixeiras [Taquara], onde o tráfico tem como acesso estratégico a Estrada dos Teixeiras (Taquara) para o Jardim Realengo, lá fica a favela do Canecão [Realengo]. No morro de Santa Maria [Taquara], os traficantes têm base dentro do Hospital Estadual de Santa Maria e adentram até as torres de transmissão da Light, já no limite do Parque. Na Serra do Rio Pequeno [dentro do Parque], eles têm passagem direta por Santa Maria, usando o caminho da antiga pedreira do Sartório, entre Realengo e Taquara. Assim, acessam o Morro Grande [no mesmo trecho entre Realengo e Taquara] e descem para a Favela do Pau da Fome, conhecida como comunidade do Monte da Paz ou Pedra Branca, que fica bem perto da entrada principal do Parque, no bairro da Taquara”, explicou a fonte anônima do JAAJ.

Outros relatos apurados pela nossa reportagem informam que traficantes já são vistos vendendo drogas em cachoeiras e áreas turísticas do Parque Estadual da Pedra Branca. Ainda segundo a apuração do Jornal Abaixo Assinado, as atividades criminosas do Comando Vermelho no Parque são o uso de trilhas para transitar entre uma favela e outra e a cobrança do comércio local nas comunidades, prática antes restrita à milícia. Armas, drogas e rádios transmissores já foram encontrados por policiais nas regiões citadas acima.


O que dizem as Autoridades


O Jornal Abaixo Assinado procurou as polícias (civil, militar e ambiental) do RJ para perguntar sobre ações a respeito das presenças de criminosos no Parque Estadual da Pedra Branca. A resposta de ambas foi que não comentam investigações.


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pela gestão do Parque, também foi contactado para comentar o tema da reportagem, mas não respondeu.

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