DESGOVERNO FLUMINENSE, O BURACO É MAIS EMBAIXO
- Juçara Braga

- há 8 horas
- 2 min de leitura
Você já pensou no que andou fazendo nos últimos anos enquanto políticos eleitos no nosso Estado do Rio aparelhavam a máquina pública em benefício próprio e de seus “parças”?
Eu tenho pensando sobre isso. Nós vimos os anos passarem enquanto essa turma do mal se aboletava no andar de cima desviando tudo que foi possível desviar em causa própria. A faxina que vem sendo feita pelo governador interino Ricardo Couto revela a cooptação do Estado em níveis aterrorizantes.
Os números são assustadores envolvendo contratos cujos serviços nunca foram prestados, contratação de funcionários que nunca compareceram para trabalhar, mordomias e privilégios milionários, enfim, um rio de dinheiro público jorrando para mãos privadas. Até o fim de seu mandato, Ricardo Couto pretende cortar R$ 5 bilhões em gastos públicos, dos quais parte já foi eliminada.
Confiram:
R$ 18,5 milhões de aluguel de aeronave para uso exclusivo do então governador Cláudio Castro.
R$ 50 milhões por vídeo curso com 40 aulas, ou seja, mais de R$ 1 milhão por aula.
R$ 2 bilhões em câmeras para espaços públicos que, ao chegarem, já estariam obsoletas.
R$ 70 milhões na compra de um helicóptero usado.
R$ 86,2 milhões movimentados num esquema criminoso instalado no Instituto Rio Metrópole (IRM) com 11 pessoas denunciadas pelo Ministério Público por “coisinhas” como corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes em contratos e licitações.
R$ 16,7 milhões era o custo de funcionários fantasmas identificados e cortados até o final de junho/2026 pela Controladoria Geral do Estado do Rio e pelo Gabinete de Segurança Institucional. E o pente final de Ricardo Couto ainda estava em 25% do total de órgãos auditados.

Estes são números parciais e revelam um retrato dos antros de corrupção criados nas estruturas do governo do Estado do Rio, como bem observa o procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira.
Isso talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual nosso Estado passa há décadas: inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, cooptados por delinquentes e marginais — afirmou Moreira em entrevista coletiva reproduzida pelo G1.
Ao fundamentar, em sua sentença, a prisão preventiva da cúpula do IRM, acusada de desvio de verbas públicas do Estado, o juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, define a gravidade da situação: "O Estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura." (O Globo)
É isto! Outubro se aproxima, teremos eleições. Vamos refletir, conversar com familiares, amigos, vizinhos. Vamos nos movimentar para mudar esse histórico lamentável de usurpação de recursos públicos no Estado do Rio de Janeiro por pessoas autorizadas por nós, eleitores.


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