top of page

CAPOEIRA E PCD

  • Foto do escritor: Magnun Alves
    Magnun Alves
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

Vamos conhecer a história do Mestre Chico e do seu trabalho com PCD


A violência era muito comum em seu convívio. Ele tinha 15 anos quando um professor de educação física começou a dar instruções na escola Alagoas, em Pilares. Por intermédio de seu irmão, Robson Coutinho, foi apresentado ao mestre Ruy Charuto, com quem treinou por três anos.


Quando o mestre delegou a ele a missão de juntar alguns amigos, que também se envolviam rotineiramente em confusão, ele começou a tomar gosto por dar aulas, a princípio na casa do Ivan do pandeiro.


Ele tinha o Mestre Ruy Charuto como sua maior referência na capoeira no Brasil. A capoeira é mais que um esporte, é uma filosofia de vida.


Segundo o Mestre Chico, “nas comunidades, a capoeira forma mais do que atletas, forja o caráter, o senso de pertencimento se fortalece entre os alunos, e é um prazer ver esse desenvolvimento em cada aluno”.

Em 1995, Mestre Chico fundou o grupo de capoeira Mugozap Sinhá.


O primeiro contato com um PCD aconteceu quando um menino chegou brincando durante o treino, em 1997. Ele viria a ser aluno dois anos depois, quando o mestre iniciou as aulas no GAPEB – Grupo Assistencial Professor Eurípedes Barsanulpho, que foi uma escola de paciência e aprendizado, disse o mestre.


Mesmo com tanta evolução, os PCD ainda são discriminados pela sua capacidade e muito subestimados pela sociedade. Os treinos de percussão e filosofia na capoeira e cantigas são normais, respeitando os limites deles. Mas presenciamos muitos casos de superação.



Em um evento, por meio de editais da Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Cultural, o espaço Mugozap se tornou ponto de cultura, contação de história, socialização e, principalmente, local de pertencimento.


Sem ajuda do poder público, o projeto tem dificuldade em avançar, pois a falta de recursos é o maior entrave. “Por várias vezes pensei em parar, mas tenho resistido. Ainda tenho esperanças de apoio financeiro ou parcerias. O meu sonho é que meus alunos se tornem capacitados para as adversidades da vida, porque a capoeira é uma porta para o mundo.”


Para mestre Chico, a capoeira faz parte da fundação do nosso país. É respeito, cultura, limites, e que todos pudessem abraçar esse movimento. Além de ser uma forma de diminuir a violência, uma vez que está mais do que provado que a capoeira é uma forte aliada na mudança de comportamento dos jovens. Robson Coutinho, por exemplo, teve sua vida transformada, e hoje, formado em Educação Física, representou a capoeira brasileira nos Estados Unidos. E Mestre Chico é uma referência na cultural.


O legado que o mestre vai deixar é todo o conhecimento que adquiriu, e que ele sirva de exemplo para as próximas gerações. Não se ponham limites. O projeto existe há 31 anos e hoje tem 60 alunos, incluindo crianças, adolescentes e adultos PCD.


O espaço fica na estrada do Cafundá, 1757, ao lado da Arena Mirante da Taquara, e está aberto à visitacão. Dias e horários de funcionamento: terça, quinta e sexta-feira, das 18h às 20h; ou na rua Porto Vitória, no 10, Curicica, às segundas-feiras das 14h às 15h30.

Comentários


bottom of page