A HISTÓRIA DO PAU DA FOME
- Val Costa

- há 4 dias
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O Pau da Fome é uma localidade do bairro da Taquara. Lá se situa um dos núcleos do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB). Essa Unidade de Conservação, criada em 28 de junho de 1974, compreende todas as áreas que estão acima da cota de 100 metros do Maciço da Pedra Branca e seus contrafortes, com área aproximada de 12.492 hectares.
A primeira versão para o exótico nome da localidade vem do hábito que alguns tropeiros tinham de fazer refeições embaixo de uma figueira. Costumavam dizer durantes os almoços: “Estamos no pau da fome”. Os tropeiros eram condutores das tropas de cavalos ou mulas que atravessavam imensas áreas transportando gado e mercadorias.
A segunda versão remonta a relatos de um "pau" (tronco) onde escravizados eram castigados durante o período imperial. Pesquisadores acreditam que esses indivíduos eram privados de alimentação quando fica vam amarrados em uma árvore existente no local.

A terceira e última versão envolve uma das principais personalidades da região: Francisco Pinto da Fonseca Telles, o Barão da Taquara. Francisco Telles nasceu em 25 de outubro de 1839, na Fazenda da Taquara. O Barão gostava muito de caçar nas encostas do Maciço da Pedra Branca. Nessas caçadas, os participantes deixavam a comida perto do tronco de uma imensa figueira mata-pau, que até hoje existe dentro do Parque Estadual da Pedra Branca. Na hora do almoço, os caçadores apontavam para a árvore e gritavam: “Lá está o pau da fome”.
A figueira mata-pau (Ficus clusiifolia) costuma nascer sobre alguma árvore, que acaba morrendo sufocada. As sementes são espalhadas por animais sobre os galhos de outras espécies. Ao longo do tempo, as raízes descem em direção ao solo. Aos poucos, a figueira vai envolvendo e sufocando os troncos das árvores hospedeiras.






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