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KILOUCURA: O CARNAVAL NÃO PARA

  • Foto do escritor: Magnun Alves
    Magnun Alves
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Jacarepaguá carrega em suas ruas uma das manifestações mais marcantes do Carnaval carioca: os grupos de bate-bola. Mais do que fantasia, cor e impacto visual, estamos falando de tradição, identidade e resistência cultural na Zona Sudoeste.


O Kiloucura, mesmo após uma pausa em sua trajetória, se destaca com 15 anos de história e oito anos ininterruptos no Carnaval da região, atravessando gerações e mantendo viva a cultura que, em 2012, foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial carioca por meio do Decreto no 35.134.


Mas com o reconhecimento vem também o desafio: preservar a tradição, fortalecer a cultura e enfrentar os episódios de violência que marcaram o último Carnaval, que produziu eventos que as mídias nunca noticiaram com tamanha clareza. Isso de maneira nenhuma representa a cultura de união que sempre foi a principal vertente dos foliões.



Durante muitos anos, os bate-bolas foram associados à confusão e à violência. Pensando preservar o,grupo, formado por homens e mulheres, as festas frequentadas são escolhidas justamente por não serem palcos de brigas.


Hoje a conversa foi com Rafael Telles, diretor da Turma Kiloucura, para entender essa história, os bastidores dessa manifestação e os caminhos para o futuro dos bate-bolas em Jacarepaguá.


O Carnaval acabou, mas os trabalhos da Turma Kiloucura não param. As primeiras reuniões e a definição do tema abordado para as próximas saídas começam logo depois, e as confecções têm início em abril.


Muita gente não imagina o custo, o tempo e o sacrifício envolvidos. Apesar dos desafios, manter a cultura viva, com a participação da comunidade, se torna bem mais fácil.


A turma de bate-bola fortalece a ideia de pertencimento no território e em seu entorno. Movidos pela emoção e pelos testemunhos de cada participante que vemos, fica a pergunta: quem fundou o Kiloucura e quando isso aconteceu?


A Turma Kiloucura foi criada em 2011 por Alexsandro (Tuca), fundador e idealizador. A ideia tomou corpo e forma com os amigos mais próximos e se tornou um coletivo cultural e criativo, sendo a primeira turma de bandeira e bola da comunidade de Santa Maria.


Seguindo a filosofia da união, da animação, da alegria e do bom relacionamento, a continuidade com as demais turmas é o que sempre os destacou.


As sucessões de integrantes ocorreram naturalmente pelos filhos de antigos participantes, fazendo uma verdadeira harmonia de gerações. A cultura do bate-bola carrega memória, identidade e pertencimento, mas também a responsabilidade coletiva de preservar essa tradição sem que a violência apague sua história.

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