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ENTREGADORES PROTESTAM POR DIGNIDADE NO RIO

  • Foto do escritor: Magnun Alves
    Magnun Alves
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

“Não dá para Trabalhar por R$ 3,00”


Nesta terça-feira, dia 14 de abril, foi realizada uma manifestação pacífica organizada por entregadores de plataformas digitais em frente ao Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O movimento aconteceu em defesa de taxas mais justas e contra a PL 152.



De mãos dadas, a AMERJ (Associação Movimento dos Entregadores do Rio de Janeiro) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos) estiveram presentes no ato. Entre as principais reivindicações dos entregadores estão condições dignas de trabalho e respeito à categoria.


Segundo os manifestantes, há mais de três anos as plataformas não reajustam as taxas pagas pelas entregas. Além disso, a proposta do programa Mais Entrega ainda pretende reduzir o valor mínimo para R$ 3,00 por corrida, quantia que, segundo os trabalhadores, já não cobre os custos básicos da atividade.


Os entregadores defendem uma taxa mínima de R$ 10,00 por entrega, com valores proporcionais por quilômetro percorrido: R$ 2,50 por km para motos e R$ 1,50 por km para bicicletas. A transparência das plataformas também foi destacada como uma das exigências fundamentais da categoria.


O movimento, considerado pelos organizadores como bem articulado, reuniu trabalhadores em 20 estados do Brasil para pressionar pela retomada da PL 2476, que foi arquivada antes mesmo de ser votada.


Entre outras demandas, os entregadores pedem direitos básicos para todos os trabalhadores, como vale-refeição, locais adequados para descanso e pontos de recarga para celulares e bicicletas elétricas.


Já a PL 152, segundo os manifestantes, enquadra os entregadores como pessoas jurídicas (PJ), retirando das plataformas diversas responsabilidades trabalhistas. Para os trabalhadores, isso transfere todos os riscos da atividade para quem está “na ponta da lança”, enfrentando o trânsito, a violência urbana e outras dificuldades para realizar as entregas, enquanto as plataformas buscam pagar valores cada vez menores.


Além dos diversos tipos de bloqueios e multas aplicadas pelos aplicativos, a falta de diálogo por parte das plataformas aumenta o sentimento de exploração e abandono. Os entregadores lembram que movimentam parte importante da economia urbana e afirmam que, sem eles, a cidade para.


A categoria segue unida e pretende mostrar a força que tem. Motociclistas e ciclistas permanecem determinados na luta pelo direito de trabalhar com dignidade.

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