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AQUI ESTÁ O NÚMERO DO MEU PIX

Foto do escritor: Juçara Braga
Juçara Braga
há 3 horas
2 min de leitura

A moça dirigia seu carro no centro de Juiz de Fora (MG). De repente, bem na esquina das ruas Santo Antônio com Halffed, uma fumaça esquisita começa a sair pelas frestas do capô. A moça olha, duvida do que vê, mas a realidade se impõe na fumaça que só aumenta.


A moça para o carro, desce assustada como pede a situação, um rapaz vem ajudar, sugere empurrarem o carro para uma via lateral. Assim é feito. O rapaz diz que conhece um mecânico, mas daí chega um outro homem que diz entender do negócio, abre o capô e dá o diagnóstico, o radiador está em petição de miséria, uma água marrom.


O primeiro sujeito se despede depois de receber os agradecimentos de praxe e a moça, voltando a respirar com normalidade – afinal, o carro não pegou fogo – lembra que tem seguro. Ah! Que maravilha! A memória depois dos 60 – a moça tem mais de 60 – prega peças.


Restaurada a memória, a moça liga para o corretor de seguros que se prontifica a tomar as providências para tirar a cliente daquele apuro. Mandará um guincho pra resgatar o carro e um táxi pra resgatar a cliente.


Nesse meio tempo, entre a aflição e o espanto ou entre o espanto e a aflição – nesse caso, a ordem dos fatores altera o relato, o espanto vem primeiro – chega mais uma alma caridosa, na figura de outra mulher, que sugere a colocação do triângulo para evitar multas porque, afinal, é proibido estacionar naquele lugar.


A moça, já na fase de relaxamento, pede ao cidadão que entende de mecânica e lá está solícito que pegue o triângulo e o coloque na via. Ele o faz e vai além, sai pelos arredores e traz uma pedra, como a confirmar que ali está um carro avariado.


Ao fim e ao cabo diz lá o prestativo cidadão, “Madame, se a senhora achar que a minha ajuda merece, aqui está o número do meu pix”.



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