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SEM MEDO DE SER FELIZ: VOTO LULA

Foto do escritor: Almir Paulo
Almir Paulo
há 19 horas
2 min de leitura

O mundo atravessa um dos períodos mais perigosos das últimas décadas. Guerras, fome, desigualdade, emergência climática, disputa tecnológica e corrida armamentista colocam a humanidade diante de desafios que não podem ser tratados com improvisação, submissão ou mediocridade política. Enquanto milhões de pessoas ainda lutam contra a fome e a pobreza, os países ampliam seus gastos militares e fortalecem alianças para a guerra.


É nesse mundo que o Brasil terá de escolher seu caminho. Em um cenário internacional marcado pela disputa entre grandes potências, o Brasil não pode ser transformado em instrumento dos interesses de nenhum governo estrangeiro.


O Brasil precisa ter voz própria.


É nesse ponto que a eleição presidencial assume uma dimensão que ultrapassa a disputa entre candidatos. Está em debate o lugar que o Brasil pretende ocupar no mundo e a capacidade de defender seus próprios interesses em uma conjuntura internacional cada vez mais turbulenta.


Uma eventual vitória de um candidato identificado com o bolsonarismo, em nossa avaliação, poderia aproximar o Brasil de uma política externa mais subordinada aos interesses do governo Trump. Não queremos que decisões fundamentais sobre o futuro brasileiro sejam determinadas fora do país.


Trump não pode governar o Brasil por procuração.


Voto em Lula. Mas defender Lula não significa dar-lhe um cheque em branco.


Um novo mandato precisa representar também um compromisso com mudanças concretas dentro do Brasil. O país precisa avançar na proteção social, ampliar os investimentos em saúde e educação, enfrentar com mais eficácia o crime organizado, combater as desigualdades, fortalecer a capacidade do Estado, enfrentar a emergência climática e construir uma estratégia de desenvolvimento capaz de gerar trabalho, renda e oportunidades.


O Brasil não pode se contentar apenas em administrar suas dificuldades. Precisa voltar a discutir seu futuro.


E isso exige também enfrentar uma realidade: o presidente da República não governa sozinho. O Congresso Nacional terá papel decisivo. A sociedade brasileira precisará acompanhar, pressionar, fiscalizar e participar. A democracia não pode ser reduzida ao voto de quatro em quatro anos.


De um lado, temos um mundo cada vez mais dividido, armado e instável. Do outro, a necessidade de reconstruir pontes, defender a paz, preservar a soberania e enfrentar a desigualdade.


Nesse momento, entendemos que Lula representa a experiência e a capacidade de diálogo necessárias para que o Brasil exerça seu papel internacional sem abrir mão de seus próprios interesses. Mas o próximo mandato precisará ser maior do que a simples continuidade. Precisará ser um novo compromisso com o povo brasileiro.


Lula pode mais pelo Brasil. Pode mais na saúde. Pode mais na educação. Pode mais na proteção social. Pode mais no combate às desigualdades. Pode mais na defesa do meio ambiente. Pode mais na segurança pública. Pode mais na construção de um projeto nacional de desenvolvimento. E, sobretudo, pode mais na defesa da soberania brasileira.


No dia 25 de outubro, quando as urnas falarem, estará em jogo muito mais do que a escolha de um presidente. Estará em jogo a possibilidade de o Brasil reafirmar que possui voz própria, que não aceita tutelas e que pretende participar da construção de um mundo de paz, cooperação e justiça social.


É por esse Brasil que defendemos a eleição de Lula.

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