NÓS VOTAMOS: LULA PARA PRESIDENTE

Atualizado: há 21 horas
O Brasil precisa ter voz própria.
Em um mundo marcado por guerras, desigualdade e disputas entre grandes potências, o voto de 25 de outubro também decidirá que lugar queremos para o Brasil.

O mundo está em alerta.
Guerras, fome, desigualdade, crise climática e disputas entre grandes potências desenham um cenário internacional cada vez mais instável. Enquanto milhões de pessoas precisam de alimento, moradia, trabalho e atendimento de saúde, bilhões são destinados à produção de armas e à preparação para novos conflitos.
É nesse mundo que o Brasil precisa escolher seu caminho. E essa escolha também diz respeito a cada comunidade, cada bairro, cada trabalhador, cada família que depende de uma escola pública, de um posto de saúde, de emprego, de segurança e de políticas sociais.
O Brasil não é um país qualquer. Temos um território continental, uma das maiores populações do mundo, enorme capacidade agrícola, recursos naturais estratégicos, biodiversidade, água, energia e uma economia relevante. Temos também uma tradição diplomática que pode colocar o país em diálogo com diferentes nações.
Por isso, não podemos aceitar que o Brasil seja tratado como simples peça no tabuleiro das grandes potências.
O Brasil precisa ter voz própria. Trump não pode mandar no nosso país.
É nesse cenário que defendemos a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato presidencial.
Lula possui uma longa trajetória política e experiência acumulada na condução do país e nas relações internacionais. Sua atuação junto à América Latina, à África, à China, aos Estados Unidos, à Europa e a outros países coloca o Brasil em condições de participar dos grandes debates internacionais.
Não se trata de imaginar que o Brasil possa resolver sozinho os problemas do planeta. Trata-se de reconhecer que um país da nossa dimensão tem responsabilidades e interesses que precisam ser defendidos.
Nossa relação com os Estados Unidos bém. A democracia não termina no dia da eleição. é importante. Nossa relação com a China é importante. A relação com nossos vizinhos latino-americanos é fundamental. A aproximação com a África e com a Europa também interessa ao Brasil.
Mas relacionamento não pode significar submissão.
Nenhum governo estrangeiro deve decidir os destinos do povo brasileiro.
É por isso que olhamos com preocupação para a possibilidade de uma política externa brasileira excessivamente alinhada aos interesses do governo Trump. O Brasil precisa manter relações diplomáticas com todos, mas deve tomar suas decisões de acordo com seus próprios interesses e com a vontade soberana de seu povo.
Ao mesmo tempo, defender Lula não significa deixar de cobrar.
Um novo mandato precisa ser acompanhado de compromissos concretos com a população. O Brasil precisa avançar na saúde e na educação, fortalecer a proteção social, combater a desigualdade, enfrentar o crime organizado, criar oportunidades de trabalho e renda e responder com mais firmeza à emergência climática.
Precisamos também de um projeto de desenvolvimento que não deixe as comunidades para trás.
Porque a política nacional chega à porta de cada casa. Chega quando falta médico no posto de saúde.
Chega quando a escola precisa de investimentos. Chega quando o jovem não encontra emprego. Chega quando a família não consegue pagar suas contas. Chega quando uma comunidade sofre com a violência. Chega quando uma enchente destrói casas e famílias.
É por isso que a política não pode ser assunto apenas dos políticos.
A população precisa participar, cobrar e fiscalizar. O presidente precisa ser cobrado. Deputados e senadores precisam ser cobrados. Governadores, prefeitos e vereadores também.
A democracia não termina no dia da eleição.
Um novo compromisso com o Brasil.
O próximo mandato presidencial, qualquer que seja o resultado das urnas, terá diante de si enormes desafios. Mas defendemos que Lula tenha a oportunidade de conduzir o país nesse período histórico.
E esperamos mais. Esperamos um governo que dialogue permanentemente com o povo, que fortaleça os serviços públicos, que enfrente as desigualdades e que coloque o desenvolvimento econômico a serviço da melhoria das condições de vida da maioria da população. Esperamos também que o Congresso Nacional seja pressionado pela sociedade a assumir suas responsabilidades.
O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de democracia, soberania, participação popular e um projeto nacional capaz de enfrentar seus problemas.
Por essas razões, este jornal comunitário declara seu apoio à candidatura de Lula.
Não como um cheque em branco, mas como uma escolha política acompanhada de cobrança e esperança.
No dia 4 de outubro, cada brasileiro terá a oportunidade de decidir que país deseja construir.
Um Brasil subordinado aos interesses de outros países?
Ou um Brasil capaz de dialogar com todos, defender sua soberania e construir seu próprio caminho?
Nós escolhemos um Brasil com voz própria. Nós escolhemos Lula.
E, depois da eleição, continuaremos fazendo aquilo que cabe a um jornal comunitário: ouvir a população, denunciar os problemas, cobrar os governantes e defender os interesses de nossa comunidade.
Porque o Brasil não termina em Brasília.
O Brasil começa onde o povo vive.


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