top of page

EMPRESA RESPONSÁVEL PELO ROCK IN RIO DISPUTOU SOZINHA A CONCESSÃO DAS ARENAS DO PARQUE OLÍMPICO

  • Foto do escritor: Felipe Lucena
    Felipe Lucena
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Existe o temor de que todo o legado das Olimpíadas Rio-2016

passe a ser usado apenas para grandes eventos, tornando o Parque caro

ou até mesmo inviável para competições esportivas.



No início do último mês de junho de 2026, a Rock World S.A., empresa responsável pela realização do Rock in Rio, foi a única a entrar na concorrência do edital aberto pela Prefeitura e venceu a disputa para administrar por 20 anos a Arena Carioca 1, o Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo Olímpico do Rio, que foi transformado no Museu Rio Olímpico.


O fato de apenas uma empresa pleitear pela concorrência e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não ter entrado no páreo gerou receio entre esportistas e membros de confederações.


Ricardo Leyser, que foi ministro dos esportes durante as Olimpíadas Rio2016, também reagiu com apreensão. Segundo ele, em contato com a reportagem,

“atletas vão ter que competir com shows, porque a concessão tem que pagar as contas. É o que acontece em casos como o Pacaembu, em São Paulo”. Ainda de acordo com Leyser, o grande problema dessa concessão é “a falta de uma visão esportiva de política pública para a utilização do complexo esportivo”.

A principal preocupação é em relação ao que será feito com o espaço – o maior do país para a realização de competições, criado também no intuito de ser um legado esportivo para o Brasil.


O temor é que todo o legado das Olimpíadas Rio-2016 passe a ser usado apenas para grandes eventos, tornando o Parque Olímpico caro ou até mesmo inviável para competições esportivas.


Atualmente, Arena Carioca 1 vem sendo utilizada para diversas competições de diferentes esportes. A Arena 2 serve de centro de treinamentos.


De acordo com informações obtidas pela reportagem inicialmente, algumas empresas demonstraram interesse em entrar na disputa para assumir a gestão das arenas do legado olímpico. No entanto, na reta final só a Rock World ficou no jogo.


A concessão foi conduzida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), com apoio técnico da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar).


Sobre a responsabilidade do Poder Público nessa concessão, Leyser afirma:

“Não vou citar apenas a Prefeitura do Rio. O Ministério dos Esportes e o Comitê Olímpico Brasileiro tiveram dez anos para encontrar um caminho de política pública para o local e não conseguiram."

A reportagem fez contato com a Rock World e questionou a respeito de a empresa ter sido a única a entrar na concorrência e o temor entre esportistas sobre o destino que será dado ao local, mas não teve retorno. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) também foi contatado e não respondeu.

Posts recentes

Ver tudo
DA SALA DE AULA À DENÚNCIA

Estudantes mostram Realidade das Escolas de Jacarepaguá O Instituto Fluminense de Políticas Públicas realiza o Forma 2030, um programa de formação cidadã e ambiental destinado a jovens da Zona Oeste d

 
 
 

Comentários


bottom of page