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COMO SURGIU O CULTURA E SABORES DA PRAÇA VALDIR VIEIRA

  • Foto do escritor: Magnun Alves
    Magnun Alves
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Miranda, morador da Taquara há 41 anos, viu a praça Valdir Vieira perder parte de sua identidade ao longo do tempo. A partir dessa percepção, começou a imaginar a praça ocupada por empreendedores locais, trazendo vida, movimento e fortalecendo novamente o sentimento de pertencimento da comunidade.


A ideia foi compartilhada com Vitória Coelho e João Magalhães, fundadores do “Movimenta-se”, e juntos passaram a desenvolver um projeto que unisse cultura, gastronomia e convivência social. O principal objetivo era transformar a praça em um espaço de encontro, valorizando artistas, produtores independentes e moradores da região por meio de feiras culturais e gastronômicas.


A proposta rapidamente aproximou vizinhos e fortaleceu a comunidade de empreendedores locais. Mesmo ainda em fase inicial, o evento já reúne um público de, aproximadamente, 200 a 250 pessoas por dia. Apesar do crescimento, os organizadores ainda enfrentam o estigma referente ao antigo apelido de "praça da maconha" em virtude do uso de drogas no local. Entretanto, depois que se iniciou o Cultura e Sabores na praça, não houve registros de consumo de drogas durante os eventos, o que representa uma importante conquista para a ocupação cultural e familiar do espaço público.


Atualmente, o projeto conta com 19 empreendedores e outros interessados em participar. A divulgação acontece principalmente pelas redes sociais dos próprios participantes e frequentadores, ampliando o alcance do evento de forma orgânica. Além de gerar renda e dar visibilidade aos produtores locais, o Cultura e Sabores da Praça também abre espaço para artistas iniciantes e já consolidados. Como destacou João Magalhães:

“A cultura é algo de todos nós, e todos devem participar.”

O maior desafio do projeto ainda é a questão financeira. Segundo os organizadores, o apoio do vereador Flávio Pato, da Subprefeitura, do 18o Batalhão da Polícia Militar e da Guarda Municipal foi essencial para garantir infraestrutura básica e suporte operacional.


Um dos momentos mais marcantes aconteceu logo no primeiro dia do evento, quando uma forte chuva transformou o chão em lama. Mesmo assim, nenhum empreendedor desistiu. Para Vitória Coelho, aquela resistência já demonstrava o sucesso que o projeto alcançaria.

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