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Violência sem fim no Rio de Janeiro


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Jogos da Exclusão: a violência bate recordes na Cidade Olímpica

*Por Almir Paulo

“Uma das coisas importantes da não violência é que não busca destruir a pessoa,mas transformá-la.” Martin Luther King.

Os dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) revelam que 17 pessoas morrem no estado por dia. Entre janeiro e maio deste ano, foram registradas 2508 vítimas de homicídios, latrocínios, autos de resistência e lesões seguidas de morte. Apenas em maio, foram 472 mortes por arma de fogo. Dessas, 40 foram em decorrência de intervenção policial, um aumento de 135% em relação ao mesmo período de 2015. O mês anterior ficou marcado como “abril sangrento”, já que diversos homicídios foram registrados em favelas de diferentes regiões da cidade. Em 15 dias, policiais mataram pelo menos 25 pessoas em Acari, Jacarezinho, Mangueira, Turano, Complexo do Alemão e nos morros da Coroa, São João, Macacos e Babilônia.

Outro dado alarmante: o ano de 2016 já registra 266 policiais baleados – sendo que 66 morreram. Do total, 251 eram PMs, 12 eram policiais civis e 3 eram policiais rodoviários federais. Destes, 160 estavam de serviço, 95 estavam de folga, 10 eram reformados e 1 era recruta. Do total, 90 foram atingidos em “áreas pacificadas”. Em 2015, foram 81 policiais mortos.


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Em caminhada na orla da Praia de Copacabana, policiais, parentes e amigos fazem protesto em defesa da vida Tomaz Silva/Agência Brasil

Desde a realização dos Jogos Pan-Americanos, em 2007, passando pela Copa do Mundo, em 2014, até as Olimpíadas, neste ano, movimentos sociais e organizações têm denunciado o aumento da violência contra a população pobre do estado. Repensar a política de segurança é nosso maior desafio, com a coragem de desmilitarizar a polícia. Para ter uma política de segurança completa teríamos que acabar com a polícia que existe e reconstruí-la em outros parâmetros.

O soldado da Força Nacional Hélio Vieira Andrade morreu no Hospital Salgado Filho, no Méier, bairro da zona norte do Rio, onde estava internado desde o dia 10 de agosto, depois de ser baleado por homens armados, na Vila do João, no Complexo de Favelas da Maré.


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Soldados do Exército mantêm o controle do acesso à comunidade Vila do João, no Complexo da Maré      Vladimir Platonow/Agência Brasil

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