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SOBRE LIVROS E ARMAS

Atualizado: 18 de jul. de 2021


Quanto à taxação de livros com o argumento de que pobre não lê demonstra que este governo está divorciado da maioria do povo brasileiro e, com sua ideologia obscurantista, destrói tudo o que pode para impedir que um povo esclarecido seja consciente para identificar seu opressor. Tal taxação lançará o mercado editorial numa crise maior do que já vem enfrentando com a pandemia e com a inflação, que voltou a ameaçar nossa economia já desaquecida. 

É uma medida que desagrada também as grandes editoras estrangeiras, que terão mais dificuldades de lançar seus títulos no Brasil, e poderá surgir um mercado editorial clandestino.

E para novos escritores então? 

É um grande equívoco acreditar que poderemos comprar armas. O mercado consumidor será de uma classe privilegiada e de agentes da área de segurança que poderão investir em armamentos, como investem em carros, criando assim uma casta que terá instrumentos para oprimir de forma mais contundente e legalizada as classes inferiores. 

A sociedade precisa reagir. Está na hora de em vez de elegermos bancada da bala elegermos as bancadas do livro, da educação, da cultura, do meio ambiente, a bancada da paz e a bancada da vida.

Escrita por Aguinaldo Martins 

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