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Sobre a dona inflação

Observatório Popular

Por Juçara Braga*

A dança dos preços surpreende cada vez mais e ficamos nos perguntando por quê. Por que o quilo da cebola está R$ 9,99? Por que o quilo de quase tudo básico (tomate e legumes, em geral) custa R$ 4,98 no hortifruti da esquina?

Em relação aos hortifrútis há o argumento da sazonalidade, mas, e quanto ao resto? Por que o mesmo medicamento tem uma variação de 20%, 30% e até 50% em diferentes farmácias? Por que a mesma marca de azeite subiu 25% em apenas um mês?

Voltamos à situação de medo da inflação? Por isso, aqueles que podem – empresários, comerciantes, pessoas que formam preços – estão se protegendo por antecipação? É o que parece e é lamentável. Isso deixa claro que continua valendo o velho ditado “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Seria tão bom se fossemos uma sociedade mais solidária, mais amigável. Estou certa de que se caminhássemos em comunhão seríamos indestrutíveis. Daí, alguém pode perguntar, “mas, como fazer isso?”.

O primeiro passo, acredito, é parar de querer ganhar em tudo e admitir a necessidade de divisão, socialização, partilha. Não há recursos suficientes no mundo para sustentar o bando de bilionários que mergulha em caviar enquanto a banda de cá luta pra não deixar a água passar do pescoço.

Aliás, considerando isto, vale perguntar. Por que sempre 97, 98 ou 99 centavos quebrados se os estabelecimentos comerciais nunca nos devolvem troco inferior a cinco centavos? Proponho imediata guerra aos quebrados. Um centavo é dinheiro. Eu quero meu troco.

*Jornalista.

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