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Será que somos capazes de mudar o mundo?

Por Juçara Braga

Na última edição do JAAJ de 2015 vale a pena lançar um olhar sobre o que nos valeu, o que ganhamos, o que perdemos e o que não fez a menor diferença neste ano de tantas reviravoltas que aconteceram não apenas no Brasil, mas, no mundo.

Do lado de lá do oceano, olhando para a Europa, vimos atentados terroristas e milhares de pessoas à deriva, morrendo afogadas na tentativa de escapar de guerras intermináveis em sua terra natal. Olhando para a América do Norte, vimos inúmeras chacinas praticadas por assassinos enlouquecidos estimulados por uma cultura armamentista.

Aqui, em nossas terras tupiniquins, temos uma guerra que não atende por este nome, mas, vem matando, sem trégua, especialmente nas grandes cidades. As vítimas estão em todas as classes sociais, mas, em maior número, nas periferias, nos bairros mais pobres.

Em todos os casos, a indústria das armas é a grande patrocinadora dos dramas que enchem seus cofres de dinheiro. Vivemos a agonia do medo que nos leva a crer que a nossa sobrevivência deve-se unicamente à sorte. Voltar para casa ileso depois de atravessar a cidade parece realmente um feito.

Não vemos, em contrapartida, uma política de segurança pública que responda a tal nível de violência. O que vemos rotineiramente é uma sequência de saques aos cofres públicos praticados por corruptos e corruptores que se embrenham nos mais diversos níveis hierárquicos do setor público.

Tudo isso deve entrar no balanço de 2015. Se entendermos que a sociedade está doente e precisa resgatar valores éticos e morais para fazer frente a esse trem desgovernado, talvez possamos contabilizar os desastres de hoje como experiência e partir para 2016 com a esperança renovada na nossa capacidade de mudar o mundo.

E então, vamos mudar o mundo?

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