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Projeto de Segurança para Jacarepaguá ainda sem definição


Projeto de Segurança de Crivella não tem nada escrito

Por Ivan Lima e Manoel Meirelles*

A reunião com o prefeito Crivella e outras autoridades para debater a questão da segurança em Jacarepaguá, que seria realizada na churrascaria Laço de Ouro, no dia 24 de abril, foi transferida para a Casa de Eventos (Rio Shopping), na Freguesia. Dela participaram cerca de 200 pessoas. Entretanto, o encontro não contou com a presença do secretário de Segurança, delegado Roberto Sá, que seria um nome forte do governo estadual nesse encontro.


As autoridades sugeriram ações para combater a criminalidade e a violência, mas nenhum projeto definitivo de segurança para Jacarepaguá e adjacências foi apresentado. O delegado Rodolfo Waldeck, da 32ª Delegacia de Polícia Civil, os representantes do 18º Batalhão da Polícia Militar e do Corpo dos Bombeiros, e o próprio prefeito explicaram que o plano é integrar as forças de segurança pública para prevenir e combater a violência na região.

O secretário municipal de Ordem Pública Paulo Amendola garantiu que colocará uma parte das 250 motocicletas, doadas à Guarda Municipal pelo Barra Shopping, para reforçar o patrulhamento das vias na região, e prometeu ainda cadastrar os camelôs, contratar guardas municipais, construir muros em volta das escolas com o concreto à prova de bala e a formar de um grupo de trabalho para formular ações de prevenção à violência.

O prefeito Marcelo Crivella também prometeu encaminhar pedido ao Ministério da Justiça sobre o comércio ilegal de munições, e disse que pretende instalar scanners, quando tiver recursos, para detectar drogas e armas nos principais acessos rodoviários ao Rio de Janeiro, além de contratar 60 guardas municipais para Jacarepaguá. “É o que posso fazer, não tenho dinheiro”, disse Crivella.

Todavia, nada foi dito sobre melhorias na iluminação pública, nas calçadas e ruas esburacadas, nas praças abandonadas, nem a respeito do trânsito caótico e da falta de ônibus durante a madrugada, e tampouco foi comentado o término das obras das escolas e das creches na região.

De concreto, apenas a intenção dos presentes.

*Membros do Conselho Editorial do JAAJ

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