• Renato Dória

PIXINGUINHA E O REI DO BAIÃO, LUIZ GONZAGA, EM JACAREPAGUÁ!

Atualizado: 1 de ago. de 2021


Fotos: Arquivo Nacional, Fundo Agência Nacional. Créditos: Barão do Pandeiro e Rafael Mattoso. Fonte: Pixinguinha: vida e obra, de Sérgio Cabral; Pixinguinha: filho de Ogum bexiguento, de Marília Trindade Barboza e Arthur de Oliveira Filho.

Nas fotos vemos Meira e Dino (violão), Canhoto (cavaquinho), Gilson de Freitas (pandeiro), Pixinguinha (saxofone), Benedicto Lacerda (flauta) e Luiz Gonzaga (sanfona). Em movimento, vemos Luiz Gonzaga ao centro, tocando sua sanfona ao lado de Benedicto Lacerda e sua flauta. A imagem mostra o entusiasmo de Benedicto diante do Rei do Baião, enquanto este ouve atentamente as notas suaves que ecoam da flauta. Ladeando Luiz Gonzaga e Benedicto Lacerda vemos Pixinguinha no sax e Canhoto no cavaquinho (à esquerda), Dino no violão (de costas) e Gilson de Freitas no pandeiro (na retaguarda). Um detalhe curioso da foto é a presença de um cinegrafista registrando o evento. Ele aparece em pé em destaque, numa altura acima dos convidados.


Os músicos posam e tocam em um almoço festivo em comemoração ao aniversário do jurista Eduardo Espínola, realizado em Jacarepaguá em novembro de 1947. O baiano Eduardo Espínola foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1931, onde ocupou os cargos de vice-presidente (1937) e presidente (1940) durante os governos ditatoriais de Getúlio Vargas.


Pixinguinha foi morador e frequentador da região de Jacarepaguá em vários momentos de sua vida. Por volta dos seus onze anos de idade, ainda na infância, começou a tocar em festa e bailes, onde comparecia levando flauta e cavaquinho. Foi em uma reunião musical em Jacarepaguá que o menino prodígio Pixinguinha passou a ser reconhecido como músico. Na ocasião o pequeno gênio negro tocou a polca "língua de preto", de autoria de Honorino Lopes, durante meia hora sem errar, causando espanto na plateia.


Fotos: Arquivo Nacional, Fundo Agência Nacional. Créditos: Barão do Pandeiro e Rafael Mattoso. Fonte: Pixinguinha: vida e obra, de Sérgio Cabral; Pixinguinha: filho de Ogum bexiguento, de Marília Trindade Barboza e Arthur de Oliveira Filho.

Na festa de aniversário do jurista Eduardo Espínola, em 11 de novembro de 1947, já havia um mês da estreia do programa de rádio "O pessoal da velha guarda", em que Pixinguinha tocava com Benedicto de Lacerda (flauta), Dino (violão de sete cordas), Meira (violão de seis cordas), Canhoto (cavaquinho), Gilson (pandeiro) e Pedro da Conceição (percussão).

Quatro anos antes de morrer, em 1969, Pixinguinha se mudou com sua esposa Betty para uma casa de vila no bairro da Praça Seca, na rua Pedro Teles número 423. Esta foi, provavelmente, a última passagem de Pixinguinha em vida pela região de Jacarepaguá.


Já Luiz Gonzaga contava apenas 35 anos em 1947 e lançara havia pouco tempo mais uma música de sucesso: Asa Branca. Desde 1939 o futuro Rei do Baião já fazia sucesso na cidade do Rio de Janeiro, onde conquistou o primeiro lugar no concurso de calouros do programa de rádio comandado por Ary Barroso.


Em 1941 gravou um dos seus primeiros sucessos como solista, a música Vira e mexe. Dois anos depois Luiz Gonzaga faz uma apresentação na Rádio Nacional apresentando um figurino que seria a sua marca dali em diante: a roupa de vaqueiro nordestino.


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