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PARQUE ESTADUAL DA PEDRA BRANCA CELEBRA 52 ANOS COM HOMENAGENS A DEFENSORES DA NATUREZA E DA MEMÓRIA AMBIENTAL

  • Foto do escritor: Magnun Alves
    Magnun Alves
  • 26 de jul.
  • 3 min de leitura

O evento reuniu cerca de 250 participantes e homenageou 28 pessoas e instituições que contribuem para a preservação da maior unidade de conservação em área urbana do Brasil.


No dia 28 de junho, o Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) comemorou seus 52 anos reunindo ambientalistas, pesquisadores, lideranças comunitárias, voluntários, empreendedores, ciclistas, escoteiros, jornalistas e moradores em uma programação dedicada à conservação ambiental e à valorização da história da unidade.


Criado em 1974, o parque ocupa aproximadamente 12.500 hectares, cerca de 16% do território do município do Rio de Janeiro, e é considerado a maior unidade de conservação em área urbana do Brasil. Além de proteger um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica da cidade, preserva importantes nascentes, abriga rica biodiversidade e influencia diretamente a qualidade de vida dos moradores de 17 bairros da Zona Oeste e parte da Zona Sul.


Ao longo de mais de cinco décadas, tornou-se referência no combate aos incêndios florestais, à caça predatória, às ocupações irregulares e na recuperação de áreas degradadas, mostrando que preservar a natureza também significa proteger a população.



Educação ambiental e participação da sociedade


A programação destacou ações de educação ambiental. Os visitantes conheceram uma exposição sobre a fauna da Mata Atlântica, diferentes espécies de abelhas nativas e degustaram 12 variedades de mel produzidas por meliponicultores. Em parceria com a CEDAE, o INEA distribuiu mudas de espécies nativas, incentivando o reflorestamento e a recuperação ambiental. A celebração contou ainda com a participação de coletivos e instituições como Encantos do Sertão Carioca, Pedala JPA, Jornal Abaixo-Assinado, Quilombo do Camorim, grupos de escoteiros e representantes do turismo de natureza e das Trilhas Significativas do Rio da Prata, reforçando que a preservação depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade.



Debates sobre os desafios da conservação


As palestras foram mediadas pelo diretor do parque Marcelo e reuniram especialistas ligados à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Entre os participantes estavam o ex- -diretor de Biodiversidade do INEA, André Ilha, referência na conservação ambiental brasileira, e Adilson Batista Almeida, líder do Quilombo do Camorim, que abordaram temas como preservação das áreas protegidas, desenvolvimento urbano, patrimônio cultural e turismo sustentável.



Reconhecimento a quem faz a diferença


Um dos momentos mais marcantes da programação foi a homenagem a 28 pessoas e instituições que contribuíram para a preservação do Parque Estadual da Pedra Branca. Receberam reconhecimento pesquisadores da UERJ e da UFF, o ex-vereador Rubens de Andrade, ambientalistas, brigadistas florestais, meliponicultores, empreendedores rurais, excursionistas, ciclistas de montanha, fotógrafos, jornalistas, advogados, líderes comunitários, escoteiros, guardas- -parques e voluntários da Trilha Transcarioca. Também foram homenageadas personalidades ligadas à história da conservação ambiental brasileira, entre elas o deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, o ambientalista André Ilha, o ex-prefeito de Niterói Axel Grael e a Diretoria de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do INEA, representada por Vanessa Teixeira.



Uma homenagem que emocionou o público


Entre todas as homenagens, uma teve significado especial. O silvicultor voluntário João Silva Braga, morador de Piraquara, em Realengo, recebeu reconhecimento pelos serviços prestados ao reflorestamento da região. Ao longo de décadas de trabalho voluntário, participou do plantio de aproximadamente 20 mil mudas, contribuindo para a recuperação da vegetação nativa, a proteção das nascentes e o fortalecimento da biodiversidade da Mata Atlântica. Sua trajetória simboliza o trabalho silencioso de centenas de voluntários que, longe dos holofotes, dedicam suas vidas à conservação de um dos maiores patrimônios naturais da cidade.



Preservar é construir o futuro


Com cerca de 250 participantes, a celebração dos 52 anos do Parque Estadual da Pedra Branca reforçou que conservar a natureza vai muito além da proteção das florestas. Significa garantir água de qualidade, proteger a fauna e a flora, incentivar a pesquisa científica, fortalecer o turismo de natureza e valorizar quem atua diariamente na defesa do patrimônio ambiental. Mais do que celebrar uma data, o encontro reafirmou que o futuro da Mata Atlântica depende da união entre instituições públicas, pesquisadores, movimentos sociais e cidadãos comprometidos com a preservação.

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