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PANORAMA AMBIENTAL EM JACAREPAGUÁ, NO RIO DE JANEIRO E NO BRASIL

O mundo, lamentavelmente, não está no caminho da sustentabilidade…

Uma avaliação mais abrangente e rigorosa sobre o estado do meio ambiente, desenvolvida pela ONU Meio Ambiente durante os últimos cinco anos, foi publicada com um alerta de que os danos ao planeta são tão desastrosos e que a saúde das pessoas será cada vez mais ameaçada se ações urgentes não forem tomadas.

Este relatório, produzido por 250 cientistas de aproximadamente 70 países, afirma que se não ampliarmos a proteção ambiental do planeta, cidades e regiões inteiras na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século.

A diretora executiva interina da ONU Meio Ambiente Joyce Msuya afirma que “A ciência é clara. A saúde e a prosperidade da humanidade estão diretamente ligadas ao estado do nosso meio ambiente.”

Enquanto isso, o Brasil, país com uma rica biodiversidade, segue na contramão da preservação.

Foram 500 anos de história de um extrativismo irresponsável e que permanece ainda muito forte em várias regiões do país. No ano de 2019 tivemos tragédias ambientais de grandes proporções como Brumadinho e o derramamento de óleo misterioso nas praias do litoral brasileiro.

O Brasil também já vinha sofrendo com fortes queimadas e, em 2020, a situação se agravou, como estamos acompanhando diariamente na Amazônia, no Pantanal, entre outras regiões. No Rio também tivemos fortes queimadas no Parque Estadual da Pedra Branca e na Floresta da Tijuca, os dois grandes maciços que contornam a Baixada de Jacarepaguá, e a dificuldade em combatê-los foi grande com o pequeno efetivo de guarda-parques.

No início deste ano, a população foi atingida pela crise da água no Grande Rio, que afetou aproximadamente 60 bairros e mais seis cidades da Baixada Fluminense. O cheiro era de terra, o gosto era estranho, e em poucos meses a água mineral evaporou dos mercados.

Recentemente, o Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, presidido pelo atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, flexibilizou regras de proteção ambiental, como revogação de duas resoluções que restringiam o desmatamento e a ocupação das áreas de preservação ambiental de vegetação nativa, como restingas e manguezais, liberação da queima de lixo tóxico, e a derrubada de outra resolução que determinava critérios de eficiência de consumo de água e energia.

O Rio de Janeiro possui áreas extensas de manguezais, além da Restinga da Marambaia. Imaginem estes locais sendo alvos da especulação imobiliária. A Baixada de Jacarepaguá já sofre com a poluição de suas lagoas, com um crescente número de gigogas e lançamento de esgoto in natura. Estes outros locais que ainda lutam para sobreviver agora poderão ser diretamente afetados.

Infelizmente a desordem no Rio de Janeiro cresce sem controle natureza adentro: aumento da poluição nos rios, propagação de depósitos de lixos, construções irregulares às margens das lagoas. Entretanto, para a elite o lucro precisa ser rápido, o que ocasiona este crescimento desordenado.

E assim seguimos, dia após dia, lutando por esta cidade de ricas belezas naturais, mas que sofre com o descaso de sua população e de seus governantes.

Escrito por Carla Scott

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