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O PREÇO DA GEOPOLÍTICA NA MESA DO POVO

  • Foto do escritor: JAAJ
    JAAJ
  • 4 de abr.
  • 2 min de leitura

O mundo assiste, entre perplexo e apreensivo, aos desdobramentos da ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O que começou como mais um capítulo das tensões no Oriente Médio se expandiu para uma crise de proporções globais, e suas ondas já quebram com força na cozinha do trabalhador brasileiro.


Enquanto as grandes potências disputam influência e recursos, somos nós—a população mais pobre—quem arca com o custo. Aqui no nosso bairro, não acompanhamos a guerra por mapas e estratégias militares, mas sentimos seus efeitos no bolso. A disparada do preço da gasolina, do óleo de cozinha e do gás de cozinha é a face mais cruel de um conflito que parece não ter propósitos claros para o cidadão comum. Será que os objetivos são realmente obscuros? Ou será que, mais uma vez, assistimos a uma velha e conhecida sanha por petróleo alheio, como vimos recentemente na Venezuela?


O combustível mais caro redefine o preço do transporte, que por sua vez aumenta o valor do alimento que chega à feira e ao supermercado. A inflação corrói o salário, e o ciclo vicioso se fecha: tudo aumenta. Neste jogo de xadrez sangrento, só quem perde é o povo trabalhador. O capital, como sempre, encontra um jeito de se proteger e, muitas vezes, de lucrar.

E agora, a ameaça se aproxima ainda mais de nossa vizinhança. Após desestabilizar a Venezuela e atacar o Irã, Donald Trump lança seu olhar para Cuba. Em declarações recentes, o presidente americano afirmou que teria a "honra de tomar Cuba", dizendo que pode "fazer o que quiser" com a ilha. Num contexto de bloqueio naval e colapso energético em Cuba, Trump age como se o planeta fosse um quintal particular, onde se pode invadir e ditar regras conforme a vontade de um só homem. Primeiro foi a Venezuela para roubar-lhe o petróleo, agora é Cuba—que não tem petróleo, mas tem um povo que luta há décadas por sua soberania.


Diante desse cenário de fumaça e especulação geopolítica, o Brasil se prepara para escolher seu próximo líder. E é inevitável a pergunta que ecoa nas esquinas do nosso bairro: quem, dentre os presidenciáveis, tem estatura para lidar com um mundo em chamas? Flávio ou Lula? Não se trata apenas de uma escolha doméstica, mas de decidir quem sentará à mesa com potências beligerantes e líderes de todos os espectros ideológicos.


A questão central é de legitimidade e respeito internacional. Quem é recebido em gabinetes ao redor do mundo como um interlocutor válido? Quem tem histórico de diálogo com a esquerda e a direita global? O momento exige um presidente forte, com experiência e capacidade de dialogar de igual para igual com qualquer liderança— seja de Tel Aviv, Washington, Moscou ou Buenos Aires. O mundo não precisa de alinhamento automático, mas de um estadista que coloque os interesses do povo brasileiro e da paz mundial acima das brigas ideológicas.


Enquanto os tanques rugem e os preços sobem, o povo trabalhador do nosso bairro segue sua luta diária, esperando que, em outubro, a razão e a soberania prevaleçam nas urnas.

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