• Jornal Abaixo Assinado

O Meio Ambiente resiste

Bela ave – Gravina


O Meio Ambiente resiste aos ataques do ser humano

Por Severino Honorato*

“É preciso fazer silêncio para que ouçam nossos gritos! Como assim? Ah, descobri que poucos sabem do sentido da existência da vida! Ouçam nossos gritos: somos as árvores, as aves, as águas poluídas, as nascentes soterrada… nos percebemos como resultados das ações nefastas, predatórias, nos sentindo solos invadidos pelos criminosos garimpeiros, e inclusive, estamos atentos aos gritos do ser humano, que humano se faz por suas práticas; e entendemos que este também carece de ser salvo”!

Para compor este texto, desliguei o telefone, silenciei o rádio, fechei o jornal e com um marca-texto assinalei a página do livro, fechando-o para leitura posterior… mas deixei como música de fundo, Conversando com as águas, do poeta Daudet Bandeira, que traz, num relato ritmado, perguntas à água, para descobrir de onde ela vem! Perguntar a água sobre seu caminho, só pode ser coisa de poeta.

Voltando um pouco no tempo

Num cenário sem magia

Em versos e estrofes faço

Pelo olhar da poesia

Confissões e desabafos

Sobre a nossa Ecologia.

A Ciência há muito estuda

Porque as temperaturas

A cada ano que passa

Dá passos para as alturas

Sufocando muitos povos

E dizimando Culturas.

Contudo, no meu silêncio, resolvo voltar no tempo, olhando para os anos 1980, quando acompanhei, em João Pessoa, ora mais perto, ora mais distante, o trabalho de despoluição da praia de Tambaú e adjacentes.

Neste cordel, escrito com o olhar voltado para a história dos grandes eventos, falo sobre a primeira Eco, em 1972, em Estocolmo, Suécia, e da segunda, em 1992, no Rio de Janeiro, a Eco 92, duas conferências internacionais sobre Ecologia, cujos resultados das compilações não mostram benefícios às populações.

Mas prefiro me entregar a uma dúvida e, em busca de respostas, elaboro algumas perguntas. Por que dedicar ao meio ambiente apenas o dia 5 de junho? Por que não perguntamos aos povos nativos, milenares, sobre como preservar a essência dos solos? Por que deixamos de ser originais para com a nossa própria vida? E, dito isso, viajo com Vital Faria em A saga da Amazônia, e fico, mais uma vez, por dezenas anteriores, emocionado ao ouvir suas colocações: se a floresta tivesse pé pra andar, eu garanto meu amigo, com o perigo, não tinha ficado lá…”. E mais: “e quem habita essa mata, pra onde vai se mudar?”…

De verdade, em vez de ficar com as teorias dos agentes públicos que não agem de forma adequada, apenas fazem seu blá-blá-blá, prefiro o grito da Natureza e as inspirações dos poetas, compositores e as ações dos educadores ambientais. O mundo sempre mundo e o homem sempre violentando seu próprio ego. O ambiente preservado requer o ser humano vivo.

O ser correto já sente

soberania afastada

pelo arresto das regras

da Pátria desrespeitada

o ar nos chega confuso

com ruim de odor difuso

partícula contaminada.

Um solo rico em metais

atrai olhar de ambição

com mercúrio contaminam

em larga e grande expansão

ouro que produz riqueza

destruindo a Natureza

é fato na contramão.

Seja uma pessoa atenta! Há decretos sendo discutidos, colocando à venda nossa Amazônia!

Por fim, que tal descobrir, estudar e proteger o rio que passa perto da sua casa? Ou plantar uma árvore? Ou, ainda, ler muito e debater ações de preservação da vida com as novas gerações? Você conhece os biomas brasileiros?

Não jogue comida no lixo!

Pense nisso!

*Poeta, oficineiro e editor

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