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O Hospital Curupaiti está na UTI

Foto de 1929 do Hospital Colônia Curupaiti (extraído do site da Fiocruz)


O abandono do Hospital e Colônia Curupaiti

Catiana Barros*

Não são apenas os servidores do estado do Rio de Janeiro que estão sendo afetados pela crise que assola todas as finanças. O abandono e o descaso com a Colônia e o hospital Curupaiti (IEDS – Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária), localizado no bairro do Tanque, em Jacarepaguá, também está em situação precária.

Composto por dez pavilhões e abrigando cerca de duas mil pessoas, entre pacientes, ex-pacientes já curados, além de funcionários e ex-funcionários da instituição, o hospital está em condições deploráveis já há algum tempo. A farmácia também está sem remédios.

A grande imprensa vem fazendo denúncias com frequência, mas pouco se consegue para minimizar o problema de todos que trabalham e frequentam o hospital e o complexo. Um paciente, que pediu para não ser identificado, desabafa: “O estado que nós vivemos, não dá para ter condições de um tratamento e até de se curar.”

No final da década de 1990, o Ministério Público Estadual (MP – RJ) constatou o péssimo estado da unidade. Em 2002 foi instaurado um inquérito, mas não houve resoluções. Em 2014, o MP – RJ moveu uma Ação Civil Pública para investigar o abandono do IEDS, e, segundo apuramos, aguardam informações da perícia desde 2015.

E, em 2017, falta o básico: remédios!

*Estudante de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá

História – A Colônia Curupaiti foi instituída nos anos 1920 para manter os portadores de hanseníase longe do centro urbano. O regulamento sanitário, na época, previa isolamento. A segregação foi abolida em 1962.

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