• Miguel Pinho

O GRITO DOS INCLUÍDOS

Atualizado: 15 de Set de 2021

Os movimentos sociais, no dia 07 de setembro, Dia da Independência, organizaram marchas paralelas às paradas militares, chamadas de Grito dos Excluídos. O tema do Grito esse ano foi “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”


Aproximadamente 250 manifestantes marcharam da altura da Uruguaiana até o monumento de Zumbi, perto da praça onze. Palavras de ordem de apoio à categorias em greve e campanhas salariais, contra a violência policial e por mais direitos sociais. Um ato pequeno, mas representativo. A ideia é dialogar com o público, que diga-se de passagem é bem pequeno, que vai assistir a parada militar e o desfile.


Os manifestantes em marcha seguiam na altura do monumento em homenagem à Duque de Caxias quando em uma outra pista da Av. Presidente Vargas havia uma outra concentração de pessoas, um pouco menor, mas dotadas de megafone e faixas. A maior delas dizia: “O povo é soberano! Intervenção militar não é crime.” Outra faixa dizia que a Unasul era um golpe comunista boliavariano pra implantar o socialismo no Brasil. A fauna dos golpistas estava completa e tinha bizarrice para todos gostos.

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O Grito dos Incluídos é prova perfeita que vivemos tempos muito confusos. Quem tiver entendendo muita coisa é porque na verdade não está entendendo coisa alguma.  E talvez não entender seja até mais saudável. Tentar compreender o que se passará a seguir pode causar transtornos em muita gente. O Gritos dos Incluídos ainda contaria com uma presença ilustre. O rapaz portando o megafone fica ouriçado quando um carro se aproxima da multidão. O som do megafone é muito ruim, não dá pra entender muito bem o que diz. Pode-se ouvir as palavras patriota, honesto e honrado. Ele se referia a uma pessoa e não se sabia quem. O grupo de manifestantes corre em direção ao carro e começam os gritos, “1, 2, 3, 4, 5, mil queremos Bolsonaro presidente do Brasil!” Sim, o show de horrores estava completo.


Mas esse Grito de protesto daqueles que sempre tiveram tudo, contra o comunismo, contra a corrupção e pela intervenção militar escolheu como seu messias logo Jair Bolsonaro.  Deputado Federal pelo PP, partido que era da base aliadas do governo Dilma até outro dia e a melhor parte, partido campeão de indiciados no esquema da Petrobrás.   Não, o problema dessas pessoas não é falta de estudo de história ou cognitivo. É caso de psiquiatria. Procuramos nos jornais alguma notícia sobre fuga em massa de uma ala inteira de algum hospital psiquiátrico e não encontramos nada ainda. Se alguém souber de algo, por gentileza entre em contato,  pode ajudar isto tudo a fazer algum sentido.

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