• Claudia Scott

NA CASA DOS “ENTA”!

Atualizado: 15 de set. de 2021

Definitivamente há algo mágico que acontece quando a gente passa dos 3.9. Afinal, se considerarmos a expectativa de vida dos brasileiros, passar dos quarenta significa passar da metade do caminho. Parece estranho pensar assim, mas a única certeza que temos é a de que o tempo é implacável e ele teima em passar. Escorre entre os dedos. Quando você vê já anoiteceu, quando percebe acabou o ano, e quando vê está com os dois pés na casa dos “enta”.

 

Hoje vemos pessoas com muito mais de quarenta recomeçando suas carreiras, tentando fazer algo novo, cursando uma faculdade ou até aquele curso de teatro que, quando eram jovens, os pais diziam que “não dava futuro”, sabe? Chegar à maturidade com essa consciência de que ainda é possível fazer o que nunca foi feito dá um outro ânimo para essa segunda metade.


O mercado de trabalho já está absorvendo pessoas mais velhas. Há grandes empresas que entendem que a maturidade aliada a juventude é a melhor receita para equipes engajadas e envolvidas no que fazem. Há inclusive programas de estágio, em grandes multinacionais, para pessoas 50+. Ainda bem que o mercado está mudando. As pessoas estão mudando.

O olhar de preconceito em relação as pessoas mais velhas já tem nome: idadismo. Não é nenhum neologismo não. Idadismo é uma atitude preconceituosa e discriminatória com base na idade. Quando você acha que alguém já passou da idade pra “isso”, ou não tem mais idade pra usar uma roupa assim, ou um cabelo “assado”, você está praticando esse preconceito. E será que ainda há espaço para sermos preconceituosos com a idade das pessoas?


A população brasileira está envelhecendo. Uma pesquisa do IBGE projeta para 2060 uma população com mais idosos do que jovens no Brasil. Assim, ao nos relacionarmos com um idoso hoje, devemos praticar não só o “respeite os mais velhos” (que nossos pais nos ensinaram) mas também absorver, com admiração, toda a experiência que só quem já viveu (alguns anos a mais que a gente) pode compartilhar. 


Se você ainda está na casa dos vinte, trinta, comece a refletir sobre isso. O quanto antes melhor. Agora, se você, assim como eu, já está na casa dos “enta” perceba como os mais jovens se relacionam contigo, e como você se relaciona com os mais velhos. Que possamos praticar desde já o comportamento que esperamos que os outros tenham conosco lááá na frente. O tempo é implacável e passará para todos nós.

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