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NÃO ADMITIMOS GOLPE, DIRETAS JÁ

Atualizado: 22 de ago. de 2021

Contra todas as evidências, o presidente golpista Michel Temer se diz inocente. Seu ex-ministro Geddel Vieira Lima, hoje encarcerado, chora. E Eduardo Cunha já vomita os podres de seus ex-confrades em delação premiada.


Enquanto isso, a dupla sertaneja Joesley & Wesley se mantém confortável em suas mansões construídas à base de propinas. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, explica que, se assim não fosse, não conseguiria os indícios de crimes cometidos pelas mais altas autoridades da República.


Ou seja, com uma estrutura gigantesca a seu dispor, o Procurador diz que não conseguiria mover a máquina se não desse vantagens inaceitáveis a corruptos. Admissão de incompetência. Ou será outra coisa que escapa a nossa compreensão?


Enquanto isso, o filho de Cesar Maia espera a queda do alquebrado Temer para sentar na cadeira da Presidência e, principalmente, ocupar o Palácio da Alvorada. Enfim, presidente. Já que o pai não conseguiu, ele chegou lá. Sem voto, registre-se. E citado na lava-jato também.


Do lado de cá, estamos nós. E o que fazemos? O QUE FAZEMOS? Alguém aí? O que vamos fazer? Vamos deixar esse processo nefasto seguir seu rumo ou vamos abrir as janelas, as portas e ocupar as ruas? Vamos calar ou gritar bem alto “NÃO QUEREMOS ISTO. DIRETAS JÁ”.


Para completar essa chamada à reflexão, compartilho com vocês, no nosso JAAJ, trecho do artigo publicado pela jornalista Carla Guimarães em El País, reproduzido no site Tijolaço do admirável jornalista Fernando Brito:

“Somente o voto popular pode dar legitimidade a um futuro governante. As forças que colocaram o homem na cadeira tentarão evitá-lo a todo custo. Nos últimos anos a democracia tornou-se um estorvo para a classe dominante. A cadeira, no entanto, não pertence ao presidente, mas aos brasileiros. São eles, e mais ninguém, os que devem decidir quem pode sentar-se nela. No caso de a elite conseguir o que pretende e continuar seu impopular programa de Governo com outro fantoche, é a democracia que se tornará um elemento meramente decorativo.”

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