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Morador de Jacarepaguá desenvolve hortas comunitárias no Anil


Um singelo projeto de hortas comunitárias no Anil

Rodrigo Oliveira Macedo, 35 anos, é um estudante de Gestão Ambiental que não se conforma com a situação precária em que vivem muitos moradores das comunidades da Baixada de Jacarepaguá. Pensando em melhorar as condições de vida dessas pessoas, ele criou um projeto que visa implantar hortas comunitárias em vários bairros da região. Rodrigo recebeu a equipe do JAAJ para uma entrevista com o objetivo de explicar melhor a sua proposta.

JAAJ: Quantas pessoas fazem parte do projeto?

Rodrigo: O projeto é uma iniciativa particular (minha) e conta com apoio de um amigo em formação acadêmica em Biologia, chamado Robson Cunha (22 anos) e  7 moradores locais.

JAAJ: Há quanto tempo o projeto existe?

Rodrigo: O projeto existe desde fevereiro de 2017, está em fase de implantação dos canteiros e já construímos o viveiro de mudas.

JAAJ: Como surgiu a ideia de plantar hortas comunitárias?

Rodrigo: A ideia surgiu com a simples visão da necessidade de fazer algo pelas famílias da comunidade do Quitite (Anil). São pessoas boas e de muito valor que merecem ter uma melhor qualidade de vida e a alimentação saudável é o ponto de partida para melhorar a vida desses moradores.


JAAJ: Quantas hortas e viveiros o projeto já implantou?

Rodrigo: Ainda é o primeiro viveiro e a primeira horta comunitária, queremos utilizar tanto o terreno cedido por um morador do local quanto as lajes das pessoas. Estamos cadastrando as famílias que irão receber conhecimentos sobre hortas domésticas, com palestras e cursos. Nesse momento, necessitamos de patrocínio de alguma empresa ou pessoa para viabilizar tal iniciativa.


JAAJ: Quem consome os alimentos plantados?

Rodrigo: A produção tem uma divisão em 3 partes iguais. Uma parcela dos produtos é distribuída a todos que participam do projeto, outra parte vai para famílias de extrema necessidade na comunidade e a última para o comércio local, onde visamos ter o retorno financeiro para custear parte do projeto.

JAAJ: Vocês têm algum apoio de órgãos públicos ou da iniciativa privada?

Rodrigo: Não dispomos de recursos ou apoio de ambas as partes citadas na pergunta, acredito que isso fará toda a diferença, mas esta causa não tem nenhum interesse político e sim humano, por isso não buscamos ajuda do setor público.


JAAJ: Como vocês conseguem financiamento?

Rodrigo: Os custos iniciais estão sendo bancados por mim e alguns amigos apoiaram com material, não busco retorno financeiro, apenas quero difundir o conhecimento que acumulei todos esses anos, tendo em vista que estudar foi a única opção que tive para ser alguém na vida. Sendo oriundo de uma comunidade carente também, eu consigo olhar com mais profundidade a necessidade dos meus irmãos.

JAAJ: Como alguém pode colaborar com o projeto?

Rodrigo: Podem colaborar da melhor forma possível (mão de obra, ferramentas de jardinagem, sementes e no ultimo caso o dinheiro), se a pessoa quiser contribuir com dinheiro teremos o maior prazer de reverter todo o valor para ampliar a diversidade da cultura orgânica e promover cursos na área e em outras aplicações que temos em mente como a criação do meliponário e curso de meliponia (Abelhas nativas sem ferrão) ampliação do projeto de compostagem doméstica e etc. A vontade de fazer temos, mas esbarramos nestas questões levantadas.

Fale com Rodrigo Macedo e conheça sua singela e expressiva iniciativa de horta comunitária

e-mail: rodrigomacedoconsult@gmail.com / facebook: https://www.facebook.com/rodrigo.macedo.rj

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