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Gripe Influenza A preocupada em Jacarepaguá

Vacinação – Foto de Tomaz Silva/Agência Brasil


A gripe H1N1 (mais conhecida como influenza A) assusta em Jacarepaguá

*Jornalista Roberta Azevedo

Com a chegada das estações mais frias, aumentam os casos de gripe H1N1 (mais conhecida como influenza A). No dia 10 de abril, o Ministério da Saúde iniciou a campanha de vacinação contra a doença, a fim de reduzir a incidência de casos. A expectativa era de que até o dia 31 de maio – data prevista para o encerramento da campanha – cerca de 59,4 milhões de pessoas dos grupos de risco fossem vacinadas. Contudo, a meta não foi atingida e o órgão resolveu prorrogar o prazo até o dia 15 de junho de 2019.

Na primeira fase da campanha, foram priorizados os idosos, as gestantes, as mães com até 45 dias após o parto, as crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, os jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa, a população privada de liberdade, os funcionários do sistema prisional, os professores das escolas públicas e privadas e os trabalhadores das áreas de saúde e segurança pública (policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas).

Baixa adesão dos moradores fluminenses à campanha

O Rio de Janeiro é o estado com a pior adesão à vacinação no país. A meta estabelecida era imunizar 90% da população (cerca de 4,9 milhões de pessoas) nos 92 municípios, mas até o dia 31 de maio apenas 2,6 milhões foram vacinadas, o que corresponde a 54,5% da cobertura prevista. Um relatório divulgado recentemente pela Superintendência de Vigilância Epidemiológica, informou que este ano já foram notificados 77 casos de influenza, com 18 mortes. Em 2018, foram registrados 233 casos, com 30 óbitos.

Em Jacarepaguá, assim como em outros bairros da cidade, houve um aumento dos casos de gripe H1N1. Um dos públicos mais afetados pela doença tem sido as crianças, como foi o caso de Laura Polidoro, de 2 anos, moradora do Pechincha, que contraiu a doença na creche e ficou internada mais de uma semana na UTI do hospital Rios D’or, na Freguesia:

“Os primeiros sinais foram a coriza e a secreção, evoluindo com rapidez para uma pneumonia. Apesar dela ter sido tratada com medicamentos, os sintomas persistiram e geraram desconforto respiratório. Resolvi levá-la ao hospital quando percebi que estava com muita falta de ar. Após realizar um exame, constatou-se que ela estava com influenza A, contou Nínea Polidoro”, mãe de Laura.

Caso semelhante ocorreu com a dona de casa Priscila Alves Américo, de 35 anos, que está interna no CTI do Hospital Municipal Albert Schweitzer, de Realengo. Após contrair uma gripe, Priscila ficou com pneumonia e começou a apresentar sintomas com febre alta (40°C), dores no corpo, dificuldade respiratória, convulsão e secreção.

“Ao ser internada, ela passou por vários exames e precisou ser entubada, devido à gravidade da pneumonia. Os dois pulmões dela já estavam tomados de secreção e a respiração muito fraca. Como todos da família estão gripados, a médica nos orientou a fazer o teste para detectar se também estamos com influenza”, disse Patrícia Alves – irmã de Priscila.

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