• Jornal Abaixo Assinado

Entrevista com o gerente da Nobreza

43 anos do Seu Álvaro na Nobreza da Taquara –

O Jornal Abaixo-Assinado (JAAJ) entrevistou Seu Álvaro, como é conhecido o gerente da Nobreza, que trabalha há 43 anos no estabelecimento. É mais antigo que o atual patrão, Marcelo – filho de Armando, fundador da Nobreza.

Essa entrevista foi realizada pelos coordenadores do JAAJ: Humberto Peixoto, João Magalhães e Wladimir – que marcaram um singelo encontro de despedida na Nobreza, no sábado, dia 6 de julho de 2019.

JAAJ – Como era e quando começou a trabalhar na Nobreza?

Seu Álvaro – Quando cheguei aqui, eu trabalhava mais do que os outros trabalhadores. Era uma época de ouro. A Nobreza sempre foi uma referência na Taquara.

JAAJ – Existiu outra Nobreza?

Seu Álvaro – Tinha outra Nobreza no bairro do Recreio. Seu Armando alugou para outra padaria, mas estão entregando de volta para ele agora. Então, 40% dos funcionários daqui serão indenizados e 60% vão para o Recreio com o Armando.

JAAJ – Como está sendo essa mudança de endereços para você?

Seu Álvaro – Para mim, essa mudança é tranquila, pois já estou aposentado.

JAAJ – E em relação aos contatos que fizeram na Taquara?

Seu Álvaro – A gente vai perder contato com muita gente conhecida; amizades que fizemos nesses anos todos. A clientela inteira está chorando.

JAAJ – Como veio trabalhar aqui?

Seu Álvaro – Eu vim para cá há 43 anos. Falei com seu Armando e ele me contratou. Eu já tinha prática de comércio e meu relacionamento aqui sempre foi muito bom. Eu trabalhava bem e o patrão valorizou isso. Com o tempo, eu passei a ser gerente. Eu costumava dizer que o Armando era meu pai também; ele sempre me apoiou. O filho é a mesma coisa. Sempre me ajudou.

JAAJ – Como é a relação com os outros funcionários?

Seu Álvaro – A relação com os outros funcionários também é muito boa. Estão sempre apoiando e ajudando os funcionários.

JAAJ – Como surgiu a noticia do fechamento?

Seu Álvaro – De duas semanas para cá passamos a falar que iria fechar. As pessoas tentam negar; não queriam que acabasse. Não sabem onde se encontrar para tomar o chope.

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