• Jornal Abaixo Assinado

ELIHAS DI JORGE: UM GRANDE BONEQUEIRO DE JACAREPAGUÁ

Atualizado: 19 de Jul de 2021


Atualmente, trabalha no Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea, onde entrou em 2016, após ter concluído o curso de formação de mediadores. Em seguida, foi convidado para fazer parte da equipe de mediadores, e logo realizou uma exposição. Mais tarde, continuou sua contribuição como assistente de fotografia, participando do projeto de desinfestação, e catalogando o acervo. Atuou, ainda, por um período, como assistente de museologia. 

Di Jorge faz parte da equipe de oficineiros do polo experimental, que é um centro de convivência onde acontecem várias oficinas. No momento, ele está com um projeto de teatro animado de bonecos em que não apenas fala sobre o teatro de bonecos, mas também conversa a respeito do meio ambiente. Os bonecos são feitos de garrafas PET, e a ideia é aproveitar o material reciclável, recolocando-o na arte e ressignificando o que chamamos de lixo. Esse trabalho resulta em objetos de arte fantásticos. 

Elihas di Jorge também faz parte da “La Petit Cia Animada”, que é uma companhia de teatro de animação que, desde o início da pandemia, foi obrigada a paralisar suas atividades, mas que agora está retomando aos poucos, desenvolvendo um trabalho que fala sobre as lendas brasileiras, o território indígena, desmatamento, respeito à natureza e aos animais. 

O artista começou a trabalhar como bonequeiro após se formar no Espaço Fundação Calouste Gulbenkian, onde conheceu Alexandre Pring, que fez um curso de teatro de bonecos com o “Grupo Modos” e, logo depois, criou um espetáculo chamado “Estação Terra”, e convidou Di Jorge para fazer parte do elenco manipulando os bonecos. A partir daí, ele começou a fazer seus próprios bonecos e foi trabalhar no atelier de Eduardo Andrade, do “Arte 5”, o palhaço Dudu, onde permaneceu por quatro anos. Nesse espaço, fizeram vários bonecos para filmes, comerciais, exposição, e para o programa Unidunitv, na TV Multirio.  

Outro trabalho que Di Jorge desenvolve e que faz muito sucesso é a performance com a boneca Elvira, que leva alegria e diversão para festivais, ruas e festas. Ele, por meio do teatro de animação, está sempre em busca de novas linguagens, teorias e práticas. No momento, os seus inspiradores são os artistas do Ateliê Gaia, do polo experimental do Museu Bispo do Rosário, os quais viveram momentos difíceis, passando muitas vezes pelo sistema manicomial, mas que hoje em dia fazem arte, voltaram à sociedade, formaram suas famílias e são muitos amados e queridos. 

Elihas di Jorge possui um sonho sobre o qual ele diz “que é utópico e que quer viver numa sociedade melhor, com mais respeito, dignidade e mais justa”.

Escrita por Cíntia Travassos

0 visualização0 comentário
jaajbr.png