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Desumanidade no desmonte da política de proteção animal na cidade

Entregues à própria sorte –

Texto de Wladimir Loureiro e Débora Buonocore* –

Na década de 80 e 90 cresceu na cidade um sistema de proteção animal público. A associação privada chamada SUIPA apesar de existir desde a década de 50 e cumprir um papel nobre nunca foi suficiente para o tratamento, socorro e acolhimento de todos os animais necessitados da cidade. O sistema municipal de proteção animal nunca chegou a ser sequer razoável, mas mesmo os pequenos avanços foram destruídos por políticas incompetentes e inconsequentes.

Histórico de descaso

Um decreto do então prefeito César Maia determinou que os atendimentos veterinários no Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman se tornassem pago, criando um critério injusto e desigual  nas cobranças de taxas de atendimento.

Nem mesmo durante a existência da Secretaria Especial de Proteção e Defesa dos Animais (SEPDA) as mais relevantes demandas, como a castração em massa de animais de rua, foram efetivamente enfrentadas. Nunca se proibiu a venda de animais na cidade e canis legalizados ou clandestinos continuam, até hoje, explorando matrizes para reprodução e manutenção dos ganhos dos criadores, gente q transforma fêmeas saudáveis em animais profundamente doentes em face de reprodução repetitiva e constante com o único objetivo de aumentar os lucros.

Durante o período de existência da  SEPDA, resgates emergenciais  de animais eram realizados enquanto aquela secretaria cínica e desaforadamente, dizia: “se o animal está em propriedade privada não podemos entrar, se você acabou de encontrar o animal na rua, você é o responsável por ele”.

Governo Crivella continua o desmonte

O atual governo num espetáculo de marketing destruiu a SEPDA alegando de maneira mentirosa e criminosa a necessidade de diminuir gastos. Hoje sequer há um espaço de coordenação das políticas de defesa animal e a Subem (Subsecretaria de Bem Estar Animal) tornou-se uma obra de ficção, deixando milhares de animais à própria sorte.

Sabemos que os baixos salários, a instabilidade econômica, desemprego e a ignorância contribuem muito para que pessoas  com animais com doenças infecto-contagiosas não as tratem por falta de recursos e/ ou consciência coletiva, ajudando a proliferação, de doenças com fiv/felv (leucemia e AIDS felina) e esporotricose.

Neste momento a cidade passa por uma epidemia de esporotricose. Logo a epidemia alcançará níveis inimagináveis o que tornará os custos muito mais altos, desperdiçando e desrespeitando pequenas vidas animais e colocando a prova irremediavelmente todo o trabalho de proteção animal realizado por inúmeros protetores q hoje se sentem enxugando gelo.

*Coordenação do JAAGVT e JAAJ

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