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Depoimentos  sobre os 422 anos de Jacarepaguá


images Vargem Grande

Fladmir Fonseca, morador de Vargem Pequena:

“Sou morador da comunidade Santa Luzia, em Vargem Pequena, e quero sinalizar que desde o ano de 2007 aprovamos um PEU das Vargens, no qual as 29 comunidades desta região foram declaradas Aeis – Áreas de Especial Interesse Social. Todavia, o prefeito Paes cancelou este PEU alegando que precisava realizar alguns ajustes. Algum tempo depois, aproveitou as Olimpíadas e enviou um novo projeto retirando as Aeis — em que não contempla mais o benefício conseguido com luta e muito suor pela mobilização das comunidades e o MUP. Enfim, o futuro prefeito e a Câmara de Vereadores respeitarão e incluirão as Aeis, que é uma garantia da população carente das Vargens de que ela não será removida e que, de fato, serão urbanizadas e tituladas?”.

Professor Carlos Motta – morador de Vargem Grande:

“A região das Vargens sempre sofreu com a falta de políticas públicas, mesmo abrangendo 26 comunidades carentes e inúmeros condomínios. A região não possui: hospital, praças públicas, centros de cultura e esportes, colégio de ensino médio e um transporte coletivo eficiente. O máximo que o poder público realizou foi duplicar a Estrada dos Bandeirantes e permitir a construção de prédios – mostrando que o único objetivo é atender a especulação imobiliária e arrecadar mais IPTU”.

Pedro Ivo – morador do Tanque:

“Quem mora em Jacarepaguá e depende de transporte público sente na pele o desgoverno do PMDB na Zona Oeste. A extinção da maioria das linhas de ônibus da região gera todos os dias sobrecarga e extremo desconforto no BRT, que apesar de ser uma alternativa de mobilidade falida em outras cidades, é vista por essa Prefeitura como inovadora e suficiente para suprir a necessidade de locomoção da população”.

Almir Paulo – coordenador editorial do JAAJ:

“A violência na cidade é o que mais me preocupa.  Não sei quantas pessoas são assassinadas por dia ou por mês na Baixada de Jacarepaguá. Os dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) revelam que 17 pessoas morrem no estado por dia. Entre janeiro e maio deste ano, foram registradas 2508 vítimas de homicídios, latrocínios, autos de resistência e lesões seguidas de morte. Só sei de uma coisa: a violência é crescente em Jacarepaguá – assaltos à residências, furtos de celulares, roubo de carros, etc. Daí, a nossa luta em defesa da educação pública de qualidade”.

Manoel Meirelles – morador da Praça Seca:

“Preocupante é a falta de saneamento básico nas comunidades. Sou contra a privatização da CEDAE. Os compromissos ambientais não foram cumpridos como, por exemplo a despoluição do Complexo Lagunar da Baixada de Jacarepaguá, formada pelas lagoas de Marapendi, Tijuca, Camorim e Jacarepaguá, em que o projeto previa a recuperação da área de 15km de extensão num custo inicial de R$ 673 milhões. Nada foi feito.”

Ivan Lima – morador do Gardênia Azul:

“A especulação imobiliária tem na Câmara de Vereadores e na Prefeitura do Rio fortes aliados em sua política de remoção das comunidades das áreas nobres da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. Em breve farão a expulsão de comunidades das Vargens, Camorim e Guaratiba. Uma cidade voltada para o interesse do capital contra os pobres. Tudo é pensando para beneficiá-los, veja o caso do PEU das Vargens. E mais, porque o bairro da Freguesia era muito melhor do que hoje, depois da implantação do PEU de Jacarepaguá (Taquara, Tanque e Freguesia), pela Lei Complementar 70/2004?”

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