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Crescimento desordenado e desmatamento no Anil aumentam a gravidade das enchentes

Por Gabriela Oliva


As últimas chuvas despertaram preocupação por parte dos residentes de Jacarepaguá.  Diversas pessoas tiveram as casas alagadas provocando imensos prejuízos para a população local. Marcelo Perelló, morador do Anil, teve sua rua e casa alagadas. “Eu acordei com a água no meu quarto e a rua parecendo uma cachoeira”. Não é a primeira vez que Marcelo enfrenta este problema.

A urbanização na cidade do Rio de Janeiro começou no início do século XX, e Jacarepaguá sentiu os efeitos desse processo. Antes, a marca do bairro era o ambiente natural. Contudo, a degradação da área verde foi feita para atender a demanda dos projetos urbanísticos. A paisagem foi transformada. O “verde” foi substituído pelo cinza dos prédios e casas.

No Bairro do Anil, é possível observar a mudança drástica no cenário. Os moradores do local testemunham isto com revolta. Para eles, o número de moradias cresceu de forma descontrolada na última década. A construção de diversas residências vem provocando um desmatamento em níveis alarmantes.

A fauna local está sendo afetada, além de que essa prática contribui para o deslizamento de encostas e enchentes, uma vez que a vegetação que dava suporte foi retirada.

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A população local sente as consequências do desmatamento a cada vez que as chuvas castigam a região. Uma das piores enchentes sofridas pelos habitantes aconteceu em 2010. Na ocasião, diversas casas foram alagadas e houve uma morte. Mas, todo ano, sempre que a chuva se torna mais intensa, a cena se repete no bairro. No último verão não foi diferente. E mesmo assim a especulação imobiliária não para de crescer – segue firme, forte e sem escrúpulos, passando por cima de tudo e de todos. Até quando?

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