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Continua a luta em defesa da UERJ


A UERJ É DO POVO CARIOCA E DO BRASIL

Maraci Soares*

Patrimônio do estado do Rio de Janeiro, a Uerj é considerada uma das mais importantes universidades do país. Os professores não estão em greve nem paralisados há cinco meses, porém o governo não repassa a verba para manutenção e custeio da universidade. A reitoria está adiando o início das aulas por falta de condições. Professores e demais servidores estão sem o salário de fevereiro e o décimo terceiro. Estudantes sem bolsas de pesquisa e funcionários também estão com salários atrasados. Ainda não há previsão de nova licitação para a contratação de pessoal para a limpeza.


O governador Pezão fez anúncio sobre redução de 30% dos salários de professores na mesma semana em que cerca de 300 milhões de reais (desviados pela corrupção do governo no qual ele era vice-governador) foram devolvidos ao estado. Pezão não quis reduzir os supersalários dos secretários, e os trabalhadores da Uerj é quem paga a conta da crise. Há doze anos os professores não têm aumento salarial. A única forma de reajuste para a categoria é por meio de triênios (5% a cada três anos) e da ascensão em plano de carreira, que corresponde aos índices de produtividade e ao tempo de serviço.


Enfim, como expressa a carta A Uerj e o Futuro do Rio de Janeiro, assinada pelos professores Ruy Garcia Marques e Maria Georgina Muniz Washington, reitor e vice-reitora da universidade: “(…) a Uerj está sendo sucateada, numa absoluta falta de visão estratégica por parte dos governantes do nosso estado, a quem incumbe o financiamento de uma universidade pública e inclusiva como a nossa. Desprezar o ensino superior, a pós-graduação e a pesquisa é apostar na miséria, na violência e num futuro sem perspectivas positivas. Forçar o fechamento da Uerj é não pensar no futuro de nosso estado e de nosso país. A Uerj e o estado são perenes, os governantes não”.

*Liderança do Quilombo do Camorim

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