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Comissão vistoria Parque Olímpico


BALANÇO

COMISSÃO VISTORIA PARQUE OLÍMPICO

UM ANO APÓS OS JOGOS

Vereadores fizeram diligência no local, mas só conseguiram entrar em área administrada pela Prefeitura do Rio.

O aniversário de um ano da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro não é motivo para tanta comemoração assim. O tão falado legado que ficaria para cidade ainda engatinha, pelo menos no que diz respeito às instalações esportivas. No dia 04 de agosto, os vereadores Felipe Michel (PSDB) e Ítalo Ciba (PT do B), integrantes da Comissão de Esportes e Lazer da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foram ao Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e só foram recebidos na Arena 3, a única administrada pela Prefeitura do Rio. Os outros locais, que estão sob a tutela da AGLO (Autoridade de Governança do Legado Olímpico), ligada ao Ministério dos Esportes, não puderam ser visitados, apesar de terem sido enviados ofícios informando sobre a visita.

A Arena 3 está sob gestão do município e, inicialmente, seria transformada em uma escola municipal especial com uso de área esportiva, nos moldes do GEO (Ginásio Experimental Olímpico), que já conta com 5 unidades espalhadas pela cidade, mas a falta de recursos não permitiu que o projeto fosse à frente. Atualmente, o espaço está ocupado por equipamentos da equipe de Ginástica Artística, e foram montadas quadras de badminton, tênis de mesa e futebol de salão, para serem usados nos treinamentos das equipes e abertos ao público nos finais de semana.

Felipe Michel, presidente da comissão, disse que existe uma barreira entre as administrações das esferas federal e municipal, e que isso não é bom para a cidade: “A Prefeitura está de um lado, o Governo Federal está de outro, e o legado é da cidade do Rio. Sabemos que a Prefeitura não tem caixa, então, a verba federal poderia ser disponibilizada, junto com PPPs (Parcerias Público-Privadas). Fica a ideia para uma boa saída”, aponta o vereador.

O incêndio que aconteceu no Velódromo acendeu o alerta. Os equipamentos não tem brigada de incêndio, nem seguro, e este é um ponto que precisa ser revisto. Mesmo assim, a comissão constatou avanços: “Em março, quando fizemos nossa primeira visita, era tudo um deserto. Hoje, as atividades já começam a acontecer aqui na arena 3, e precisamos reconhecer, mas sabemos que ainda está aquém do que a cidade merece”, disse Michel.

A próxima etapa será uma visita na sexta, 11 de agosto, ao Parque Radical, em Deodoro. A intenção é verificar como está o local, que deve ser entregue à população no dia 21 de setembro.



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