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BOLSONARO: DESDÉM, MENTIRA, BIRRA, MISÉRIA E… MORTE

Em abril, quando tocado o assunto sobre o momento em que o Brasil ultrapassou o número de mortes da China, Bolsonaro retrucou com um “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”, mostrando todo seu desprezo pelos então mais de 5 mil mortos pela covid-19.

Na verdade, o presidente fez muito para ocorrer um aumento exponencial de mortes que viria a chegar a 127 mil em setembro. Assim como bem lembrou Leonardo Sakamoto em sua coluna no portal Uol do dia 08/09 “Para Bolsonaro, a letalidade do vírus é invenção do Jornal Nacional. Quarentena? Coisa de brasileiro covarde. Cemitérios lotados? Mentira, são caixões enterrados com pedras. Medalha de prata global, com quase 127,5 mil óbitos? Lamento, todo mundo morre um dia”. 

Bolsonaro fez, faz e pretende fazer muito para agravar tanto a crise de saúde nacional causada pela pandemia do novo coronavírus, quanto a vida em geral e o bem-estar de trabalhadoras e trabalhadores. O presidente preferiu agir como criança birrenta e mimada quando o Supremo Tribunal Federal alegou que as decisões acerca dos métodos de isolamento deveriam passar pelos governos Estaduais e Municipais.

Lembremos que Bolsonaro inicialmente era contra o auxílio emergencial. Pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, não teria auxílio, mas se fosse o caso, o mesmo deveria ser de R$200. Somente após a forte pressão da oposição ao governo e votação parlamentar, o auxílio de R$ 600 foi possibilitado.  

Enquanto o governo se nega a gastar dinheiro com campanha nacional de testagem em massa (estratégia comprovada eficaz para o controle da pandemia), prefere disponibilizar 1,2 trilhão para Bancos. O presidente se permite entrar numa sinuca de bico quando uma proposta de perdão de dívidas que equivalem a quase um total de R$ 1 bilhão de igrejas é aprovada pelo congresso.  

A proposta de reforma administrativa enviada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional mantém privilégios de poucos, retira direitos de muitos e ainda abre brecha para perseguição de servidores, fragilizam a condição de trabalho, especialmente o fim da estabilidade. Como vi em um tweet de autoria do pastor, policial e Diretor Parlamentar do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais-SC, Alexandre Gonçalves:

Importante lembrar que a Reforma Administrativa não propõe mexer na “cúpula”, nos cargos do judiciário, dos militares, tampouco dos parlamentares. Curioso, não?

Além de todas essas crueldades, o governo anunciou uma redução no salário mínimo para 2021. De R$ 1079 para R$ 1067, essa mudança consta no plano de despesas e receitas de 2021. E a cesta básica? O preço sobe. As trabalhadoras e trabalhadores se veem cada vez mais encurralados. 

Enquanto isso, Bolsonaro trata com desdém a tragédia, mente e desinforma a população para criar pânico e se fazer de “Messias” em seguida, brinca de guerrinha, fortalece seu lado e ceifa vidas.

Escrito por Marcus Aguiar

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