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As belezas naturais do Sertão Carioca

Prainha e Grumari: belezas naturais do litoral da Zona Oeste Carioca

*Texto e fotos do professor e historiador Val Costa

Com um litoral de 197 quilômetros de extensão (27,3 km na Baixada de Jacarepaguá), as praias da cidade do Rio de Janeiro estão entre as mais conhecidas do Brasil. Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, por exemplo, possuem fama internacional. Entretanto, existem praias cariocas bem menos “badaladas”, mas que apresentam belezas naturais inigualáveis, como a Prainha e Grumari.

A Prainha é uma estreita faixa de areia, com cerca de 170 metros de extensão, localizada entre a Praia da Macumba e o bairro do Grumari. É considerada uma das melhores praias da cidade para a prática do surf. Nesta localidade, encontra-se o Parque Natural Municipal da Prainha, uma Unidade de Conservação criada em 1999. Com 166 ha, o PNMP possui uma grande biodiversidade, típica das áreas situadas na Mata Atlântica. São 250 espécies vegetais, entre elas muitas bromélias e orquídeas ameaçadas de extinção. Na fauna, destacam-se o bicho-preguiça e a Tartaruga Verde.

Grumari é um bairro da Região Administrativa da Barra da Tijuca.  É famoso pelas suas praias selvagens: Grumari, Perigoso, do Meio, Funda, do Inferno e Abricó (frequentada pelos adeptos do naturismo). Existem duas versões para o nome do bairro. A primeira viria da família linguística tupi-guarani, formada pelos termos curu (pedras soltas) e mari (que produz água). A outra seria uma adaptação da palavra grumarim, que era uma espécie de graveto usado pelos indígenas para construírem as suas moradias. É o bairro menos populoso do Rio de Janeiro, com apenas 167 moradores (Censo de 2010).

As terras que correspondem aos locais supracitados pertenceram, até 1667, a D. Vitória de Sá. Sem deixar herdeiros, D. Vitória doou seu latifúndio para o Mosteiro de São Bento. Os beneditinos dividiram-no em três propriedades: Fazenda do Camorim, Fazendo da Vargem Grande e Fazenda da Vargem Pequena. A partir do século XVIII, uma parte da Fazenda da Vargem Grande passou a ser conhecida como Fazenda do Grumari, sendo posteriormente fragmentada em propriedades entregues a apenas quatro pessoas: Deolinda Maria de Santa Rita, Jacinto Barbosa, João Caldeira de Alvarenga e Francisco Chagas.

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