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APOIAMOS FELIPE SANTA CRUZ E GLENN GREENWALD

Atualizado: 22 de Ago de 2021

O JAAJ presta solidariedade a Felipe Santa Cruz, presidente nacional da OAB e ao jornalista Glenn Greenwald. Eles foram as mais recentes vítimas diretas da perversidade do atual presidente da república.


Importante lembrar o período de sombra que o país mergulhou por 21 anos. Entre 1964 e 1985 o Brasil viveu sobre o regime autoritário imposto por militares. Dados da Comissão Nacional da Verdade reconhece 434 mortes e desaparecimentos políticos, excluídos índios e camponeses, durante a ditadura. Isso sem falar nos torturados.


Entre os que desapareceram está o estudante cearense Fernando Santa Cruz. Ele tinha 26 anos quando foi preso por militares no Rio de Janeiro e o seu corpo nunca foi encontrado. Um registro secreto da Aeronáutica, datado de 1978 sobre a prisão de Santa Cruz e um atestado de óbito aponta que ele foi morto pelo Estado brasileiro.


O presidente parece não ter limites para o desrespeito. Recentemente ele provocou o filho de Fernando, atual presidente da OAB Felipe Santa Cruz. “Se o presidente da OAB quiser saber como o pai dele desapareceu na ditadura, eu conto”, debochou Bolsonaro.

Quando questionado sobre a versão oficial da Aeronáutica, apresentada pela Comissão da Verdade, o presidente respondeu: “isso aí é balela”. Não Bolsonaro, não é balela, trata-se um dos muitos crimes cometidos pelo Estado brasileiro.


Glenn é jornalista, um dos fundadores do site The Intercept Brasil, responsável pela divulgação dos diálogos nada republicanos entre o então juiz da Lava-Jato Sérgio Moro e o promotor de justiça Deltan Dellagnol.


Nas conversas vazadas, Sérgio Moro demonstra clara parcialidade contra o ex-presidente Lula e chega a indicar e até conduzir a conduta da promotoria. Uma atitude para lá de suspeita.


Bolsonaro disse que Glenn é um “malandro” por ter se casado e adotado filhos no Brasil e que ele “talvez pegue uma cana aqui”. Em resposta aos ataques de Bolsonaro, centenas de pessoas foram à sede da ABI no Rio em solidariedade ao jornalista.


A postura de Bolsonaro além de perversa estimula o ódio e nega o direito que toda brasileira e brasileiro tem de dar dignidade a história e não repetir erros.

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