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A Praça Seca era o refúgio de Dalva de Oliveira

Por Val Costa


Foto coluna Val

Em 1952, já considerada a “Rainha do Rádio Brasileiro” mudou-se para um casarão na Rua Albano, Praça Seca, considerado por ela um refúgio em meio ao agitado cotidiano artístico. Nessa época Dalva vivia entre o Brasil e a Argentina, já que casou com o compositor portenho Tito Climent. Eles adotaram uma menina, que recebeu o nome de Dalva Lúcia Oliveira Climent. Brigas constantes desgastaram o relacionamento e fizeram com que Dalva pedisse o divórcio  no início dos anos 1960. Aos 47 anos, a cantora apaixonou-se pelo jovem Manuel Nuno Carpinteiro, que seria o seu terceiro e último marido. Em 1965, o casal passou por um terrível acidente de carro que culminou com o atropelamento e a morte de três pessoas. Esse fato gerou sérios problemas emocionais em Dalva, que, com graves dificuldades financeiras, morreu no dia 30 de agosto de 1972, aos 55 anos. Nesse dia, cerca de trinta mil pessoas se reuniram na Praça Tiradentes para dar o último adeus a um dos maiores ícones da MPB.

Em 2010, a Rede Globo exibiu a mini-série  “Dalva e Herivelto – Uma canção de amor”, que mostrou a vida da cantora. Seus maiores sucessos foram: “Ave Maria do Morro”, “Praça Onze” e “Bandeira Branca”. Segundo a revista Rolling Stone, Dalva de Oliveira foi considerada a 32ª maior voz da música brasileira de todos os tempos.

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