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A ORIGEM DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Não é dia de comprar presente para as mulheres. Vamos deixar isso para o dia das mães e outras datas comemorativas. É uma data para pensar no que é ser mulher, nos nossos direitos, na nossa história.

O machismo é uma coisa muita séria e muito entranhada na sociedade em homens e em mulheres. As mulheres ainda são vistas como objeto de cama e mesa, como nos ensinou Heloneida Studart, nos idos dos anos 1980. Cuidamos da casa, dos filhos, cuidamos dos familiares mais velhos ou que necessitem de atenção especial. Além disso, estudamos e trabalhamos. 

Mesmo assim somos vistas como cidadãs de segunda categoria por sermos mulheres. Somos tratadas como se não fôssemos capazes de dirigir nossas próprias vidas, nossas entidades de classe e que dirá, um país. Nossa remuneração é menor e nossa voz tem menos peso. 

Então, temos muita coisa para exigir.

Primeiramente exigir do Estado políticas públicas para as mulheres, como creche, atendimento pré-natal, prevenção ao câncer de mama, redução da mortalidade materna, redução do parto cesárea, prevenção da gravidez na adolescência, enfrentamento à violência contra as mulheres. 


Precisamos, então, criar grupos de mulheres para que juntas, a gente se perceba, se conheça e juntas descubramos as diversas formas de violência a que estamos submetidas e as enfrentemos. A violência sexual é a que mais atinge as mulheres. Mas não é a única. A cada dia vemos notícias de mulheres assassinadas. Ainda há mulheres que apanham de seus maridos, namorados, noivos. Não pode.

Para celebrar essa data tão importante para toda a classe trabalhadora, o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) colocou em sua página o Caderno “A Origem Socialista do Dia da Mulher”.

Escrito por Claudia Santiago 

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