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A mortal cultura do capital especulativo

Por Carlos Motta


Com base numa expansão urbana atrelada ao capital, modelo que se desenvolve há décadas na cidade do Rio de Janeiro, agentes imobiliários constroem para revenda, objetivando, assim, a maximização do lucro em um tempo relativamente rápido. Mostrando a nítida intenção de ocupar o espaço físico através da corporificação do mercado especulativo. Nesse modelo, o poder público e a iniciativa privada bancam a infraestrutura necessária para a expansão do lucro das construtoras. Isso reforça a concentração de riqueza e a ideia de que o espaço urbano é um negócio em que poucos ganham, manipulando verbas públicas em benefício do privado. Esse processo acarreta um rompimento com o valor de uso da cidade, criando espaços nitidamente identificados como mercadoria. Isso faz com que a cidade cresça sem

consideração com o povo e os espaços públicos, culturais e ambientais — vide a situação do museu do Pontal e das comunidades do entorno — que vem sofrendo com a irresponsabilidade da prefeitura em autorizar a construção de um novo bairro nos chamados lotes molhados das Vargens, gerando inundações e o aumento da proliferação de mosquitos. Ou seja, se já não bastasse as remoções oficiais, o museu do pontal e as comunidades vem migrando forçadamente por conta dos alagamentos provocados pela mortal cultura do capital especulativo.

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