• Jornal Abaixo Assinado

422 anos de Jacarepaguá: apenas problemas e lutas

Uma cidade voltada para beneficiar o capital. Chega!

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Está difícil ser feliz no aniversário de 422 anos de Jacarepaguá

*Por Miguel Pinho e Almir Paulo

No aniversário de 422 anos de Jacarepaguá, comemorado no mês de setembro, pouco temos a festejar e continuamos com as mesmas precariedades de anos. O Jornal Abaixo-Assinado fez uma síntese dos principais problemas da região.

[Educação] Persiste a nossa incansável luta pela Educação pública de qualidade. O SEPE e os movimentos sociais da região continuam denunciando o descaso do governo Paes com a Educação. A Prefeitura diz que existe educação integral no Rio, mas que educação integral é essa que termina às 14 horas? As mães trabalhadoras sofrem para conseguir conciliar os horários do emprego com essa restrita educação integral. O governo estadual de Pezão, Dornelles e Picciani, com descaso e menosprezo pela educação dos nossos jovens, simplesmente interrompeu as obras de construção dos Colégios Stella Matutina e Pedro Aleixo.

Parada obra do Colégio Pedro Aleixo na CDD

Parada obra do Colégio Pedro Aleixo na CDD


[Ttransporte] Todos os moradores de Jacarepaguá sabem que o transporte público é precário, caro e demorado. O BRT, que viria para resolver esta situação, está sempre lotado e os atrasos são constantes. Simplesmente realizaram a extinção de diversas linhas de ônibus sem consulta popular. Linhas tradicionais da região sumiram do mapa: 701, 636, 754, 747, 268 até Piabás e etc. As empresas de ônibus na cidade fazem o que querem. A luta dos moradores da Baixada de Jacarepaguá é para que os interesses do povo prevaleçam sobre os lucro dos empresários de transporte público.


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[Cultura] Os espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro estão concentrados no Centro e na Zona Sul. Em Jacarepaguá, faltam galerias de arte, museus, teatros, sem falar na péssima preservação do patrimônio histórico da região. O estímulo à cultura popular, por meio de mais investimentos públicos, e a preservação do patrimônio histórico de Jacarepaguá continuam nas prioridades de artistas populares e historiadores da região.

[Agricultura familiar e urbana] Alimento acessível, sem agrotóxicos e de qualidade na mesa do povo só é possível com a agricultura familiar. Apoiamos a luta dos pequenos agricultores das Vargens, Pau da Fome e Zona Oeste, e estimulamos as feiras agroecológicas de bairro.


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[Saúde] Nosso povo continua sem assistência médica adequada. A precariedade é visível nas UPAS, nos Postos de Saúde e nos Hospitais Cardoso Fontes, Curupaiti e Santa Maria. Faltam profissionais de saúde e medicamentos. Leitos são desativados e é demorada a espera por uma cirurgia ou um exame mais complexo. O povo sofre com tamanho descaso dos governos federal, estadual e municipal.

Comemorar o quê? É a pergunta que gostaríamos de fazer aos governos atuais e aos candidatos à Prefeitura do Rio.  Mas, continuamos na certeza de que é possível mudar!


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*Membros do Conselho Editorial do JAAJ

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