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2021: UM ANO TEMERÁRIO PARA AS EMPRESAS ESTATAIS E OS TRABALHADORES

Quem acompanha o mundo político sabe que o ano que antecede o período eleitoral é propenso a uma agenda antipopular, de risco para a retirada de direitos dos trabalhadores e ataques às empresas estatais, através das privatizações. A explicação é simples, nenhum político quer ter seu nome associado a uma pauta impopular em um ano de eleições.  

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, já anunciou que os Correios e a Eletrobras estão na lista para serem privatizadas em 2021.  Não é de estranhar essa sua posição entreguista, pois este é o papel deste governo, de torrar o patrimônio público para pagar os juros da dívida aos bancos privados, e agraciar os interesses do setor especulativo.

O apagão no Amapá e a Eletrobras

O desastroso apagão que durou semanas no Amapá jogou um balde de água fria nos defensores da privatização da energia.  O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, eleito pela população amapaense afirmou que era melhor cassar a concessão da empresa privada ISOLUX (capital espanhol/fundo de investimentos) e entregar a operação a Eletronorte (estatal).  Ou seja, até os mais liberais constataram o quanto é danoso um apagão, como o que ocorreu em 2001 durante o governo FHC e se repetiu em 2020 no Amapá, com riscos de ocorrer em outros estados, caso a privatização no setor elétrico avance.     

A energia é questão de soberania até mesmo nos EUA, onde 70% do parque elétrico são controlados pelo Governo. O Brasil caminha na contramão ao tentar vender a preço de banana a empresa estatal que gera 30% da energia nacional, colocando toda a sociedade em risco com outros possíveis apagões.     

A resistência da sociedade deverá ser redobrada em 2021 para evitar a perda de mais direitos.  É preciso lutar também contra as privatizações nos setores estratégicos, que estarão na agenda do governo Bolsonaro, e se tiverem êxito quem mais sofrerá será a população mais pobre, com aumento abusivo na conta de luz, a queda na qualidade dos serviços, com as demissões de trabalhadores altamente especializados. Vamos resistir!

Escrito por Renan Costa

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