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2 MIL MORTES POR DIA É INACEITÁVEL

Atualizado: 22 de ago. de 2021

2021 já tiveram mais mortes do que o ano de 2020 inteiro. Agora estamos na marca de cerca de 2 mil mortes a cada 24h, ainda um número absurdo. Enquanto Bolsonaro fala que quem fez isolamento social é idiota, já temos 436 mil mortes por COVID no Brasil.


Isso se soma ao desemprego, ao aumento da pobreza e da fome. Bolsonaro e seu governo negacionista são os responsáveis, mas também os governadores, que assim como ele não garantiram testagem massiva e agora não garantem vacinação.


Sob a administração de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, o país viu a catástrofe sanitária se aprofundar gravemente, com o general estando responsável pela perda de mais de 280 mil vidas durante o seu período à frente da pasta. Por isso, não há dúvidas de que os 20 militares instalados no Ministério da Saúde na gestão de Pazuello, e o próprio ex-ministro, estão atolados até o pescoço na lama do caos sanitário que domina o país, tendo seguido à risca a estratégia negacionista formulada por Bolsonaro. Sem contar, a incompetência do ministro Paulo Guedes e seu estafe de economistas que não previram as consequências da pandemia no custo de vida, no trabalho e na economia.


Aqui em terras fluminenses, das poucas medidas implementadas pelo Estado durante a pandemia, nenhuma foi acompanhada de qualquer política efetiva de garantia de renda. A falta de trabalho, emprego e a ausência de políticas para os mais pobres estão gerando uma crise social sem precedentes, com gravíssimo aumento da insegurança alimentar e da fome. O compromisso de Bolsonaro e Cláudio Castro com a agenda neoliberal e ausência de uma política efetiva de controle de preços torna o custo de vida insustentável às maiorias do povo fluminense: R$40 reais um pacote de arroz, R$ 10 por um litro de óleo de soja, jogam mais e mais pessoas na miséria: já são mais de 1,7 milhão de pessoas vivendo na pobreza no Rio de Janeiro. Sabemos que são negros e particularmente mulheres negras as que mais sofrem com a carestia e a insegurança alimentar.


O SEPE tem razão em lutar contra o retorno das aulas sem vacina para todos os profissionais da Educação. O povo não pode ficar entre o risco de morrer do vírus, de fome ou de bala. O JAAJ reafirma seu compromisso com a defesa da Vida!

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